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11 janeiro, 2008

OTA: Mairoia 0 - Cidadania 1. E Braga?

Os portugueses estão acostumados a ver os governantes (em situações de maioria parlamentar) tomarem decisões baseadas principalmente em critérios meramente políticos, omitindo não raramente, estudos técnico-científicos credíveis e devidamente fundamentados, principalmente quando estes são inconvenientes. A localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa constitui bom um exemplo.

Após largos meses de discussões, por vezes estéricas, acerca da irredutibilidade do Governo Sócrates face à localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa e da multiplicidade de possíveis locais apontados como opção, um grupo de cidadãos, insatisfeitos com a postura do Governo, decidiu "custear" um estudo a um organismo público (o LNETI) de credibilidade reconhecida, de forma a comparar a viabilidade do futuro aeroporto nas duas localidades tidas como as mais adequadas para o efeito.

Após a divulgação dos resultados, o Governo mudou radicalmente de posição. Afinal, o deserto de Mário Lino, não pariu um rato, mas sim um aeroporto. OTA jamais, ALCOCHETE toujours. Tudo isto, sem ser necessária a criação de uma espécies “estados gerais” ou de manifestações públicas para tentar mudar o rumo dos acontecimentos.

Afinal, o exercício da cidadania começa a dar os seus resultados em Portugal. Este é um bom exemplo de que quando os cidadãos se mobilizam em favor de uma causa, não há maioria que lhes resista. A cidadania venceu a maioria.

Em Braga, é comum assistirmos a situações idênticas. Mesquita Machado ameaça frequentemente com “um chumbo” de todas as propostas vindas da oposição. Parece não estar interessado em ouvir os desabafos dos munícipes, ao ausentar-se frequentemente das Assembleias Municipais durante o período em que os cidadãos podem interpelar a autarquia e o Edil (um direito que lhes assiste por lei) deixando atónito o mais comum dos cidadãos.

É tempo dos bracarenses se mobilizarem e contribuírem activamente para o exercício da cidadania, para que o acto de votar deixe de ser uma espécie de cheque passado em branco a quem nos representa ou vai representar.
Há que tomar consciência de que a “democracia de pantufas e sofá” apenas serve os interesses de quem quer governar em paz e sossego e bem longe do barulho dos "papagaios", não leva a lado algum.
Não se pode ter medo mesmo do próprio medo.


E assim com medo de tudo
perdeu meu irmão a vida
e assim com medo de tudo
viveu-a e não foi vivida
meteram-no num caixão
às duas por três, num dia de Verão
desceram-no p´ra uma cova
deitaram terra por cima espetaram-lhe uma cruz
ita missa est
Amen.
In: Sérgio Godinho - Eh! Meu Irmão (Ou Mais Uma Canção de Medo)

16 novembro, 2007

Comentários anónimos, ou formas covardes de descarregar frustrações?

A blogosfera, ponto de encontro para o debate e partilha de ideias, tem permitido (de que maneira) o debate assuntos pertinentes e de primordial interesse par o desenvolvimento da nossa cidade, que de outra forma, nunca seriam abordados publicamente, devido a "uma espécie" de forças de bloqueio que tudo fazem para que o povo pense que "tudo vai bem".
Quando se lançam para a discussão os tais temas "incómodos", aparecem normalmente dois tipos de comentários:
1º - os que são contra ou a favor, independentemente dos seus credos e convicções políticas, e
2º - os que se preocupam imediatamente em saber "de que lado está o gajo", "qual é o partido dele, etc, etc..

Enquanto os primeiros demonstram normalmente uma série de princípios relacionados com a boa educação, identificam-se, respeitam, etc.... os segundos, regra geral, escondem-e covardemente sob a capa do anonimato, defendendo de forma "fanática" as políticas do poder instituído, uma espécie de jagunçada ou de franco-atiradores, ao serviço do sr. coronel.
Serão estes "anónimos" os "auto-excluídos" da blogosfera, que, devido à sua incapacidade de criarem um simples blogue ou mesmo de escreverem um artigo de opinião, descarregam as suas frutrações, nestes locais, com adjectivos por vezes menos próprios e ofensivos, demonstrando além da falta de formação, uma enorme falta de civismo. Isto não é democracia participativa.

Continuará a haver lugar para os anónimos nos nossos blogues, ou valerá a pena impedir a sua participação?