30 junho, 2008

Moção de censura repudiada, a verdade fica adiada....mas não esquecida

A julgar pela imprensa regional, a Assembleia Municipal da passada 6ª feira foi digna de peripécias autênticas de filmes de Terror: ambiente gélido, suspense, suores frios, um pouco de tudo à mistura, à medida que o esqueleto saía do armário.

De acordo com o DM de ontem (29 de Junho), na hora de exposição dos argumentos que fundamentaram a censura do PSD à autarquia bracarense, «na pessoa do seu presidente», a bancada socialista “gelou”. O silêncio profundo que se sentiu na sala acentuou o tom intimidatório da revelação “laranja”….

Quais cenas de "Alien", "O 8º Passageiro", "O Exorcista", "Poltergeist" etc., seriam capazes de incomodar de tal maneira os próprios actores do filme e até mesmo a maioria dos figurantes que apenas estavam em representação das freguesias?
Por sua vez, a edição do CM refere: A moção de censura que o PSD levou anteontem à noite à Assembleia Municipal, foi chumbada pela maioria socialista. O tema não aqueceu o debate, ao contrário do que seria de prever.

Pudera, num ambiente tão gélido onde apenas se ouvia o ranger de dentes de muitos dos presentes e o tilintar dos ossos do esqueleto, é evidente que o debate não tinha condições para aquecer.

Como resposta, os deputados socialistas na Assembleia aprovaram uma moção de repúdio ao comportamento do PSD, que consideram ser “leviano e provocatório”. No meio de tudo isto, até houve um lavar de mãos bem à moda de Pilatos, por parte da CDU, alegadamente por os social-democratas não terem compartilhado a documentação que reuniram com os restantes membros da oposição….sic.

Afinal, é bem evidente que determinados assuntos não podem ser tratados em sede própria. Chamam a isto democracia? Não temos o direito de sermos devidamente esclarecidos relativamente a esta grande embrulhada?

Para a próxima, em vez de um esqueleto, talvez seja melhor desembrulhar uma múmia, pois a “cena” demora muito mais tempo, o suspense é maior e torna o filme ainda mais espectacular.

28 junho, 2008

Mais um esqueleto do armário: E os dois ficaram sujos

Lembram-se daquele poema de Henrique O'Neill, do antigo livro da 4ª classe?
A mensagem está "quase quase" a ficar novamente actualizada, pois, as comadres começaram a zangar-se..

Um moleiro e um carvoeiro
Travaram-se de razões;
Era um da cor da neve;
Outro da cor dos carvões.
Cada qual deles teimava
Que o outro mais sujo estava;
Tinham ambos a mão leve,
Choveram os bofetões.

E qual foi o resultado?
Um ao outro se sujou;
Pois ficou,
O carvoeiro, empoado;
E o moleiro, Enfarruscado.

Assim fazem as comadres,
Se começam a ralhar;
Assim fazem os compadres,
Se a política os separa:
Cada qual sem se limpar,
Consegue o outro sujar;
Nem é isso coisa rara.

ATENÇÃO: ISTO NÃO TEM NADA, MESMO NADA A VER COM ACONTECIMENTOS RECENTES, mas se substituirem nomes dos personagens, assenta que nem uma luva no contexto bracarense.....

Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.

Quem seria o carvoeiro? E_P_E_ TE_R_

Quem seria o moleiro? M _ _ _ _ _ _ _
E os burros somos nós?

Onde pára o Pinóquio?

Branca de Neve, o Monstro (da 'Bela e o Monstro) e Pinóquio encontram-se na floresta e decidem falar sobre os seus atributos:
- Sou a mais linda do mundo ! - diz Branca de Neve.
- Sou o mais feio do mundo ! - diz o Monstro.
- Sou o maior mentiroso do mundo! - diz Pinóquio.
Decidiram então ir ao tira-teimas. Entraram um por um túnel (não o da Avenida) na Grande Caverna, para falar com o Sábio da floresta, actual possuidor do espelho mágico.
Branca de Neve entra e sai muito feliz: - Sou mesmo a mais linda do mundo !
O Monstro entra e sai sorridente, todo satisfeito: Sou mais feio do mundo, viva !
Pinóquio entra, mas sai enfurecido... e pergunta !!! Quem é esse Mesquita Machado?

E os burros? somos todos nós?

16 junho, 2008

O regresso do Pinóquio

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Na cidade dos arcebispos, as três pessoas da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, foram substituídas pela trilogia Igreja, Poder e Betão.

Notícia publicada na edição de hoje do Diário do Minho, dá conta de que Mesquita Machado não está inocente na “negociata” da Quinta dos Órfãos de São Caetano. Antes pelo contrário.


Em finais de Maio, MM negava perante a imprensa tudo o que ficou provado em tribunal. Por sua vez, desafiava toda a gente a provar o que ficou provado em tribunal.

Recorrendo a alguns excertos do post de 30 de Maio e a outros da edição de hoje do Diário do Minho (DN) relativos a novos desenvolvimentos, lá se vai montando o puzzle, peça a peça ou desmontando enigma, como queiram...


O caso prende-se com a venda de uma parte da Quinta da Madre de Deus, conhecida por Quinta dos Órfãos de S. Caetano, efectuada em 2005, pela direcção do Colégio - representada pelo cónego Veloso e com o aval do então vigário-geral da Arquidiocese, cónego Eduardo Melo, às empresas Britalar, Imogreen, MinhoInveste e Alves & Araújo.

Dois negócios ruinosos para uma instituição de solidariedade social beneficiam quatro empresas de construção civil de Braga. É a grande conclusão a reter das decisões judiciais que condenam o Colégio de S. Caetano a consumar as negociações arquitectadas por um advogado de Braga com interesses directos em duas das empresas que ganham com as negociações. O buraco em que caiu a instituição só não foi maior, porque um terceiro negócio que envolvia uma quinta do presidente da Câmara de Braga foi travado a tempo. (In: Expresso on line, 30 de Maio)

O presidente da Câmara Municipal de Braga negou hoje ter qualquer "interesse particular" no processo de loteamento da Quinta da Madre de Deus, que deu origem a um litígio judicial entre um organismo da Igreja e quatro promotoras imobiliárias (Lusa, 28 de Maio).

De acordo com a Edição de hoje do Diário do Minho, a empresa de construção Eurolímpica, reclamou em ofício assinado pelo gerente e enviado à Direcção do Colégio, a 17 de Outubro de 2001, o direito de negociar a prometida troca de lotes da quinta da Madre de Deus, pela Sociedade Agrícola “Quinta de Salgueiró”, do qual consta o seguinte: “Por contrato promessa, adquiri a totalidade do capital social da Quinta de Salgueiró ao Senhor Engenheiro Mesquita Machado”.


Segundo o DM de hoje, para esta transacção, fez-se como é natural, um estudo económico (em 2002) que avaliou a Quinta de Salgueiró para inclusão nos negócios com o “Colégio dos Órfãos”: para fundamentar o valor da avaliação atribuído à quinta, os avaliadores acabam por também eles comprometerem o presidente da Câmara: «Sabemos que a produção agrícola é bastante superior à que tem vindo a ser declarada», afirmam os avaliadores, sustentando que «o resultado evidenciado não deve ser levado em conta»……Afinal como é? Fuga ao Fisco????

Segundo a mesma fonte: Mesquita Machado reconhece que a Quinta de Salgueiró chegou a ser falada para entrar nos negócios da Quinta da Madre de Deus.


Desta vez, Mesquita Machado não aludiu aos famosos esqueletos guardados em armários velhos. Eu bem avisei no post de 30 de Maio: Sr. Predidente: OLHE QUE AINDA EXISTEM MUITOS ARMÁRIOS REPLETOS DE ESQUELETOS......PREPARE-SE PARA TIRAR MAIS UM COELHO DA CARTOLA. MAS TENHA CUIDADO, PORQUE PODEM HAVER MAIS ESQUELETOS NOS ARMÁRIOS, DO QUE COELHOS NA CARTOLA...

Em Finais de Maio, Mesquita Machado havia informado os jornalistas de que já tinha esclarecido tudo sobre este assunto. Afinal MENTIU e acredito que ainda haja muito mais para esclarecer. Será isto a ponta de um iceberg que nem o aquecimento global consegue derreter? Irá a procissão ainda no adro?


Os armários de esqueletos começam a abrir-se. A verdade é como o azeito e é bem mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.

12 junho, 2008

Como vai a nossa "Coltura"


De acordo com o comunicado oficial assinado e difundido pelo canal informativo da CMBraga, J.P.M, vai realizar-se de 27 de Junho a 6 de Julho a edição do Mimarte 2008 – Festival de Teatro de Braga.

Do blogue da CMB (que não permite comentários), transcrevemos o seguinte disparate:

Então o Assessor de imprensa do Sr Presidente não revê os documentos antes de os publicar? teria sido do adiantado da hora? (2:45am).... isso é que é trabalhar....

Com esta gracinha linguística, talvez o João Paulo Mesquita quisesse escrever um comunicado oficial sob a forma de comédia….mas quem escreve comédias, tem que perceber muito bem de português, sob pena da comédia se transformar em paródia.

Da programação, apenas uma companhia do concelho de Braga, precisamente a mesma que na última edição foi tão mal tratada pela Srª IC, que, "segudo consta", quase obrigava o elenco a representar a actuar sob fortes chuvadas que se faziam sentir, enquanto que o recém-(re)inaugurado ex-libris cultural de Braga, estava reservado apenas e exclusivamente para os de fora. Vejam como isto é…

Será que a senhora redimiu-se?
Perguntem ao ZMB
Aceitam-se palpites

30 maio, 2008

Mesquita Machado e um Negócio do “Catano” – vai a culpa morrer órfã?

O caso prende-se com a venda de uma parte da Quinta da Madre de Deus, conhecida por Quinta dos Órfãos de S. Caetano, efectuada em 2005, pela direcção do Colégio - representada pelo cónego Veloso e com o aval do então vigário-geral da Arquidiocese, cónego Eduardo Melo, às empresas Britalar, Imogreen, MinhoInveste e Alves & Araújo.

O advogado que o próprio tribunal reconhece ter sido determinante na concepção do negócio ruinoso é Vespasiano Macedo, sendo que o jurista é também administrador da construtora "Britalar" e da imobiliária "Imogreen", duas empresas bracarenses presididas por António Salvador, também presidente do Sporting Clube de Braga. (in: Expresso on line, 30 de Maio)

Embora o tema já fosse do domínio público de há uns anos a esta parte, agora foi o próprio tribunal a confirmar um alegado interesse particular Mesquita Machado na “negociata” dos terrenos do Colégio de S. Caetano.

Vejamos alguns excertos da imprensa diária:
Dois negócios ruinosos para uma instituição de solidariedade social beneficiam quatro empresas de construção civil de Braga. É a grande conclusão a reter das decisões judiciais que condenam o Colégio de S. Caetano a consumar as negociações arquitectadas por um advogado de Braga com interesses directos em duas das empresas que ganham com as negociações. O buraco em que caiu a instituição só não foi maior, porque um terceiro negócio que envolvia uma quinta do presidente da Câmara de Braga foi travado a tempo. (In: Expresso on line, 30 de Maio)

O presidente da Câmara Municipal de Braga negou hoje ter qualquer "interesse particular" no processo de loteamento da Quinta da Madre de Deus, que deu origem a um litígio judicial entre um organismo da Igreja e quatro promotoras imobiliárias (Lusa, 28 de Maio).

Durante o processo, que envolveu a venda de terrenos e uma permuta entre duas quintas, o Tribunal ouviu várias testemunhas que referiram que o autarca terá dado garantias de loteamento para os terrenos da Quinta da Naia, isto antes de o PDM ser revisto, processo que só agora começou. (In: JN, 28 de Maio)

Durante as audiências, foi, ainda, apontada uma eventual tentativa de permuta de terrenos da quinta de Madre de Deus - pertença daquele colégio - com uma quinta da mulher do autarca, em Vila Verde, facto que este vem, agora, negar (Lusa, 28 de Maio).

…. segundo noticiou ontem o Diário do Minho, o acórdão do tribunal dá como provado que o autarca do PS, Mesquita Machado, teve um papel determinante neste negócio que acaba por representar um prejuízo de três milhões de euros para o colégio. Segundo aquele diário, o acórdão dá como provado que foi feito um estudo económico onde se concluía que "o negócio só se tornaria muito vantajoso para o colégio se houvesse garantias idóneas" da possibilidade de, a curto ou médio prazo, a Quinta da Naia se tornar urbanizável. Essas garantias, acrescenta o acórdão, foram dadas pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Braga", numa reunião mantida com membros da antiga direcção do colégio. (In: Público, 30 de Maio).

Face ao teor da decisão judicial, que refere uma alegada promessa de Mesquita Machado de autorização de loteamento da Quinta, a Coligação "Juntos por Braga (PSD/PP/PPM) perguntou, em conferência de imprensa, "que garantias prestou Mesquita Machado aos responsáveis do Colégio de S. Caetano, da possibilidade de alteração da natureza dos terrenos que a instituição iria receber como contrapartida no quadro da alienação da Quinta dos Órfãos" (In: JN, 28 de Maio).

A Oposição considera que o Ministério Público deveria investigar o alegado envolvimento do presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, num negócio de terrenos que, segundo foi reconhecido esta semana em tribunal, lesa o Colégio de São Caetano em três milhões de euros, e beneficia quatro empresas de construção civil de Braga (In: Público, 30 de Maio).

Agora vamos ao lava maõs de Mesquita Machado.

O líder da oposição, Ricardo Rio diz:
- Ou o cidadão Mesquita Machado, Presidente da Câmara, depois de ter negado estes factos consegue justificar e demonstrar que as provas que foram apresentadas em tribunal não têm fundamento, ou está a mentir descaradamente aos bracarenses e tem que se demitir (In: O Balcão, 30 de Maio)

Mesquita Machado remata:
- Quem se deveria demitir era a oposição, que à falta de mais matéria, vai buscar esqueletos ao armário (in: O Balcão, 30 de Maio).

Sr. Predidente: OLHE QUE AINDA EXISTEM MUITOS ARMÁRIOS REPLETOS DE ESQUELETOS......PREPARE-SE PARA TIRAR MAIS UM COELHO DA CARTOLA. MAS TENHA CUIDADO, PORQUE PODEM HAVER MAIS ESQUELETOS NOS ARMÁRIOS, DO QUE COELHOS NA CARTOLA...

Demita-se o presidente, demita-se a oposição, mas desta situação, os bracarenses é que não se podem demitir.

Como cidadão, “demito-me uma ova”, pois se o Presidente da Câmara diz que já esclareceu tudo, não significa que os munícipes tivessem ficado esclarecidos.

Ninguém duvida da seriedade de Mesquita Machado, ou serão os tribunais que estão a agir de má fé?.

Irá a culpa morrer órfã?

10 maio, 2008

A angustia das estátuas em quarentena

Muitos cidadãos após deixarem este mundo, continuam presentes na memória do seu povo. Normalmente, são pessoas ilustres, naturais e/ou residentes duma dada localidade, que ficaram conhecidas pela sua obra em vida, seja ela de índole literária, religiosa, desportista, artística, científica, humanista, etc, etc...

Por isso, com o passar dos anos, é natural que os seus conterrâneos queiram reconhecer de alguma forma esse esforço e homenagear tais pessoas, sendo uma das melhores maneiras, o simples erigir de um busto ou até de uma estátua em local público.

No entanto, a colocação de estátuas na cidade de Braga, obedece a regras um tanto ao quanto sui generis, regras essas em que as estátuas dos ilustres bracarenses passam invariavelmente por um período de quarenta, "escondidas" durante alguns anos em armazém, até aguardarem pelo momento oportuno de saírem à rua. Ou seja, têm que passar por uma espécie de purgatório, até que o povo esqueça.

Exemplos não faltam.
1 - A da estátua do Comendador Santos da Cunha, que após alguns anos bem guardada, lá foi colocada na rotunda de Maximinos, com o beneplácito da CMB.

2 - A estátua do arcebispo D. João Peculiar (que regala a vista aos turistas e à rapaziada cá do burgo), atribuída ao escultor Raul Xavier, que morreu em 1964. A ser verdade quanto à sua autoria, na pior das hipóteses, esta estátua esteve em armazém, pelo menos 40 anos.

3 - Presentemente, os bracarenses estão a braços com mais um berbicacho, que se prende com a polémica estátua do polémico Cónego Melo, há 15 anos guardada num armazém, ao que consta, propriedade do município bracarense.

Adorado por uns e odiado por outros, o Cónego Melo faz parte da história da cidade de Braga para o bem e para o mal. Quer queiramos quer não, foi uma figura bastante polémica, seja pelo seu envolvimento na luta da Igreja contra a tentativa do PCP implantar o comunismo em Portugal (Verão quente de 1975), seja ao nível dos cargos que desempenhou no SCB, na igreja bracarense, seja pelo tráfico de influências, etc. etc. Até foi condecorado pelo então Presidente da República o Dr. Mário Soares, pelos serviços prestados à Democracia, e um dos poucos detentores da medalha de ouro da cidade de Braga.

Após a sua morte, ainda o corpo não tinha arrefecido, já as movimentações em torno da nova tentativa de colocar a sua estátua na praça pública faziam-se sentir, pois em vivo o povo não autorizou.

Perante uma personalidade tão complexa como polémica, a colocação da referida estátua não deixará certamente, de constituir um pomo de discórdia entre os bracarenses. A história não deve e nem pode ser escrita pelos seus protagonistas. Isto para bem da verdade e do rigor. Deixem a história seguir o seu rumo, pois o tempo é um bom conselheiro.

No entanto, outros bracarenses ilustres como D. Diogo de Sousa, André Soares e Carlos Amarante, pelo legado que nos deixaram, esses sim, seriam os justos merecedores de uma estátua na cidade de Braga.

Nota:
O Diário do Minho tem em curso um inquérito, em que cada indivíduo vota quantas vezes quiser e, é notório que existem pessoas que passam horas a brincar às votações, pelo que o inquérito certamente não traduzirá a vontade do povo.