17 agosto, 2008

Save Miguel and save our tinto

Para os bons apreciadores do precioso néctar, torna-se angustiante ver a rolha de cortiça ser substituía por rolhas de plástico, silicone, etc...
Save Miugel and Save our Tinto



In cork, we trust!
http://www.savemiguel.com/miguel.html

05 agosto, 2008

Bracarenses amantes da sua terra: esqueleto recuperado

O prometido é devido....
Há cerca de 3 anos circulou por Braga, um panfleto (que virou esqueleto) da autoria dos “Bracarenses amantes da sua terra”, que, com as devidas vénias reeditamos alguns excertos do seu conteúdo, abreviando, como é óbvio, os nomes de algumas figuras e figurões intervenientes no processo.
Por fim, convidamos o leitor a fazer uma comparação com a situação actual e a encontrar o que mudou, quem mudou e onde mudou, se é que algo mudou….a não ser as negociatas que são outras, como é óbvio.

Quem estiver interessado numa cópia do esqueleto original, basta fazer a solicitação via e-mail:



Liberdade para Braga


…..Passados 30 longos anos da conquista da liberdade, há jovens bracarenses que não tiveram oportunidade de conhecer outro poder autárquico senão o socialista.
……
Está no fim o tempo dos que, do nada, ficaram ricos à custa da política. São vereadores, administradores de empresas municipais, fiscais de obras, alguns engenheiros e alguns arquitectos que se passeiam em Mercedes todo de gama (mulheres e filhos incluídos), com casas na praia, iates e motos de água.

Está no fim o reinado daqueles que fizeram de Braga uma cidade sitiada, à custa de uma gestão urbanística desastrosa, aberta à especulação imobiliária, que privilegiou a prosperidade dos empreiteiros em prejuízo da defesa do interesse geral da população.

Chegou a hora de acabar com as alterações à pressa do PDM sempre que surge um negócio chamado Quinta dos Peões. Como chegou a hora de alguns vereadores e engenheiros ganharem 20.000 contos por cada alteração do PDM.

Como chegou a hora de alguns empreiteiros comprarem terrenos por menos de um milhão de contos e passados 4 anos valerem cinco milhões, mesmo sabendo que o PDM, neles, não permitia qualquer construção urbana.

Chegou a hora de dizer basta à privatização de espaços públicos para benefício de interesses privados em prejuízo do interesse público e social.

Chegou a hora de denunciar os sinais exteriores de riqueza que o presidente da Câmara, os vereadores e alguns funcionários da autarquia ostentam, incompatíveis com os salários.

Chegou a hora de dizer ao presidente da Câmara que não pode continuar a comprar jornalistas para com ele dizerem amém e acabar com o controlo que o presidente da Câmara tem sobre os meios de comunicação social, com destaque para o Correio do Minho. Qualquer expressão do natural direito à diferença é vista por Mesquita Machado como uma ameaça que é preciso abater.

Chegou a hora de acabar com os tachos dos reformados (DR, C, BA, JG, VP ….) e com requisições de professores para desempenhar cargos políticos. Haverá alguém em Braga com filhos desempregados que ainda vote Mesquita Machado depois de saber que paga a estes senhores mais de 300 contos por mês?

Chegou o tempo de dizer basta às negociatas como o recente casos dos 200 contos mensais que a Câmara Municipal para de renda ao filho do presidentes….ou o negócio do Astória…. E do Sabão Rosa…. E dos terrenos do Vale de Lamaçães….e dos terrenos adjacentes ao Estádio Municipal.

Chegou a hora de dizer chega aos arranjinhos que alguns vereadores têm no mundo empresarial. Pergunte-se ao Dr. AB – actual secretário de estado – em que nome está o Registo de Propriedade do seu BMW.

Chegou a hora do fisco apertar o cerco a muitos senhores que engordaram à custa do poder socialista (Senhores AF, L, L e fiscal A). E que dizer do senhor NR, actual administrador da AGERE que nas negociatas ultrapassas o ex-vereador NG.

Chegou a hora de dizer basta aos concursos públicos abertos pela Câmara Municipal para cujas vagas já antecipadamente se sabe quem vai entrar.

Chegou a hora de dizer basta a um presidente.

Chegou a hora do Ministério Público não deixar cair em saco roto as suspeitas que pairam no ar e que os rumores que por aí circulam fiquem sem investigação.

Chegou a hora, finalmente, de dizer basta a esta gestão socialista.

Bracarenses amantes da sua terra (Setembro de 2005)

01 agosto, 2008

E recordar é viver...

Não é só o Presidente da República que interrompe as férias para falar ao país. Problemas idênticos também surgem, se bem que a uma escala ainda que muito menor....
Lembram-se da famosa música do Vítor Espadinha?

E recordar é viver....

Pois é, valores mais altos se alevantam...

Brevemente no Bracara Angustia...

PS: NÃO VAI SER KARAOKE




31 julho, 2008

Fui de férias....mas volto


A partir de agora, iremos fazer as nossas postagens via wireless, com vários computadores, a partir de locais públicos de diferentes pontos do país, só para para chatear e dar mais trabalho a algumas almas curiosas.






PS: A partir do momento em que os esqueletos começaram a brotar do chão do quarteirão dos CTT, decidimos manter os nossos armários fechados por algum tempo, até que a CMB se pronuncie sobre o que pretende fazer com a necrópole (re)posta a descoberto (que abrange para além do Quarteirao dos Correios, o Largo Carlos Amarante, Raua do Raio, Cangosta da Palha etc), ou até terminarmos o nosso período de férias(?)

Até já


27 julho, 2008

Construtores civis de Braga aderem ao Programa "Novas Oportunidades"

Contra factos não há argumentos, mas isto sensibilizou os nossos construtores cá do burgo e foram eles próprios os primeiros a aderirem ao programa, impondo-o de seguida aos seus colaboradores.


15 julho, 2008

O sub-desenvolvimento político: o seu reflexo é a política vista como profissão


Difícil conceber como honestos os desígnios daqueles que elegem a política como ocupação exclusiva. A desfaçatez cede quando o profissional da política utiliza a conquista do poder para atingir propósitos de natureza pessoal e familiar.
Os políticos profissionais a que me refiro são aqueles que não exercem outra profissão definida além daquelas actividades relacionadas ao preenchimento de cargos públicos eletivos, sendo que é a partir do perverso sistema da conquista de mandatos públicos que essas pessoas se mantêm, tal qual gigolôs, empregando os parentes e adquirindo bens e mais e mais privilégios não alcançados pelas vias do trabalho árduo, este comum apenas aos trabalhadores que são os verdadeiros geradores de riquezas.
A política para essas pessoas é vida e morte, pois não aceitam nem mesmo que a vontade popular os afaste da vida pública. No intuito de se preservarem nas posições de poder corrompem a vontade popular, compram votos, aproveitando-se da miséria da população, mentem, abusando da credulidade de alguns, convertem antigos adversários em aliados, pelo suborno ou ameaça; enfim, socorrem-se das ferramentas de que os políticos profissionais são mestres no manejo: improbidade administrativa, corrupção eleitoral, nepotismo, mentira e perseguição.
Uma breve reflexão sobre os actores com militância na política mais próxima irá revelar uma situação para a qual, a princípio, muitos ainda não compreenderam a importância e o reflexo, como chaga para o desenvolvimento regional. De um lado temos os “barões da política”, que são aqueles que sobrevivem às custas das mesmas práticas atribuídas ao “baixo clero” da actividade pública, com o diferencial de que esses destacados oligarcas aplicam os grandes golpes e realizam as maiores “maracutaias”.
Esses predadores mimetistas em geral não têm profissão definida muito menos exercem o papel de geradores de riquezas, podendo até dispor de um grande património, porém, este foi construído às custas de muita corrupção e desvio de recursos públicos. O sistema do parasitismo político também conta com os políticos profissionais do “baixo clero”, que são aqueles que vivem a esmolar perante os poderosos, a dar pequenos e sucessivos golpes em candidatos a deputados abastados e inexperientes.
Esse segmento tem o encargo típico de “pequenos correctores de votos”, contribuindo, com sua repulsa ao trabalho honesto, para o estrelato eleitoral promovido pelos mimetistas predadores da política.
Os integrantes desse segmentos sonham em crescer na actividade para a qual se sentem vocacionados, alcançando o topo do perverso sistema, contudo, como são rasteiras as suas práticas, sendo reconhecidos pela população como meros lacaios dos poderosos, e, mais, como não interessa aos “barões da política” o desenvolvimento social de tais “inconvenientes” indivíduos, não recebem mais que uma votação pífia quando se aventuram em candidaturas geralmente a vereador.
Por tudo que foi exposto, constatamos que a comunidade somente obterá um salto de qualidade na sua classe política, quando ela varrer efectivamente da actividade pública os profissionais da política, que não exercem qualquer outra actividade que lhes garanta a sobrevivência, uma vez que esses, pelo exacerbado apego ao poder, são os que cometem, como ferramentas de sobrevivência política, os maiores actos de corrupção, nepotismo, mentira e perseguição, atravancando o desenvolvimento económico e apropriando-se para si e para a família oligarca, da maior parte das riquezas produzidas pelos cidadãos honestos, que se vêem espoliados por meio dos impostos arrecadados pelo Estado que são destinados quase que exclusivamente para a manutenção de uma casta de malfeitores.
Luiza Sales

08 julho, 2008

Depois de Maiakovskij

Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

(Majakovskij, 1894-1930)


Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes e subjugados aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito se tornou inútil
- até quando?...