14 fevereiro, 2009

Mesquita Machado absolvido por "falta de provas" mas não por inocência....acusado de corrupção, fortuna colossal à vista de todos, mas não há provas..


Agora só lhe falta dizer:


- estou a ser vítima de uma tentativa de linchamento político!!!!


Foi ilibado por falta de provas: mas não significa que foi considerado inocente…

Mesquita Machado faz fortuna de milhões:

  • 34 contas movimentam o dobro dos ganhos declarados
  • empreiteiros deram prendas em cheques pré-datados

  • Família compra casas a pronto e gasta 2,5 milhões

  • Ministério Público arquiva por falta de provas.

Património em carros (em 2001) e casas.

Ana Maria (mulher).

  • Mora na rua de Bernardino Mahcado em Braga
  • 1 Outro prédio urbano em Braga.
  • Proprietária da Quinta de Salgueiró
  • 1 Renault Clio, 1999 (em nome sociedade agrícola)
  • 1 Merecedes Benz C250, 1998 (em nome sociedade agrícola)
  • 1 BMW 318 TDS, 1995 (em nome sociedade agrícola)

Cláudia (filha, nascida em 1970.

  • 1 casa em Braga
  • 1 casa em Quarteira.
  • 1 BMW 2-25I Cabriolet, 1995
  • 1 Mercedes Benz ML 270 CDI, 2000

Francisco Miguel (filho, nascido em 1973).

  • Faz a 1ª declaração de impostos em 1999 e declara 14500. No início do ano seguinte, compra o café Astória por 400 mil euros, para serem pagos em 10 anos.
  • 2 casas em Braga
  • 1 casa em Quarteira
  • 1 BMW 346L, 2000
  • 1 Opel Corsa C Van, 2001
  • 1 Mercedes Benz S320, 1999

Ana Catarina (filha, nascida em 1977).

  • Compra por 450 mil euros a farmácia Coelho, na Praça do Município.
  • Na compra da farmácia, Ana Catarina 150 mil euros a pronto.
  • Compra dois andaraes com lojas e águas-furtadas na mesma rua.
  • 1 escritório na rua Conselheiro Lobato em Braga

Este é o resultado de uma investigação dos jornalistas Liliana Rodrigues, Sérgio Pereira Cardoso e Tânia Laranjo, publicada na Edição de 14 de Fevereiro de 2009 do “Correio da Manhã” , a qual se transcreve de seguida.

Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga há 32 anos, tem uma considerável fortuna pessoal e o seu ‘olho’ para o negócio parece ter passado para a família. Cláudia, Francisco e Ana Catarina, agora com 38, 35 e 31 anos, apresentam níveis de vida faustosos, bastante superiores ao rendimento que declaravam.

A análise exaustiva às contas foi feita pela Polícia Judiciária do Porto, após denúncia do vereador do PP em finais de 1999, que levou a que fossem passadas a pente fino 10 anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas que o presidente da câmara, a mulher e os filhos titulavam foram depositados mais de dois milhões e meio de euros. De onde veio parte desse dinheiro é uma incógnita já que, todos somados, os rendimentos declarados pouco ultrapassaram o milhão e meio.

No entanto, até 1996, ano em que os filhos ainda não apresentavam declarações de rendimentos autonomamente, a família Mesquita Machado parecia viver de uma forma mais comedida. Mesquita auferiu rendimentos brutos nesse ano, de 60 mil euros, a mulher apenas 7500.

Pedro e Cláudia, casados em 1997 (o genro é administrador-delegado de uma empresa multimunicipal) vieram dar um novo desafogo à família. Em 1998, declararam mais do que o pai e a mãe de Cláudia.

É, no entanto, Francisco – após a compra do café Astória e do negócio da loja comparada à Bragaparques e posteriormente arrendada à Câmara – que catapulta a família Machado para outros voos. Logo no primeiro ano de rendimento, Francisco declara lucros de 300 mil euros.
As contas da família Machado mostram ainda vários depósitos em cheques, alguns de empreiteiros que trabalhavam no concelho
.

Inquiridos, todos os elementos da família deram explicações. Por exemplo, os dois cheques pré-datados de 10 mil euros entrados na conta de Cláudia e titulados por um dos donos da Bragaparques, Domingos Névoa, foram uma prenda de casamento; um cheque de 5 mil euros de Salvador, presidente do Braga, foi igualmente uma prenda de casamento; outros cheques serviam também para pagar dívidas que terceiros tinham contraído as que aqueles não guardavam documentos porque avançaram com o dinheiro em momentos difíceis da vida dos amigos.

As explicações para as transferências são as mais variadas. Pedro Machado diz, por exemplo, que transferia dinheiro para a conta do pai porque aquele lhe ficara a dever. E quando o fluxo é inverso devia-se ao facto de os pais precisarem, eles próprios, de ajuda económica.

Outra particularidade: embora não apresentasse rendimentos muito elevados, Mesquita Machado e a família sempre revelaram grandes cuidados com as poupanças. Antes de os filhos serem autónomos, o presidente da Câmara chegava a depositar 1/5 do que auferia em contas-poupança.

Mesmo assim um gosto especial é comum à família. São proprietários de boas viaturas (apenas Mesquita Machado não tem um único carro em seu nome) e donos de várias casas, em Braga e no Algarve. A PJ não conseguiu fazer o levantamento das embarcações por falta de resposta das capitanias.

Há anos que a fortuna de Mesquita Machado é alvo das mais diversas especulações. No entanto, a investigação nasce de uma entrevista de Miguel Brito, então vereador do CDS/PP na autarquia bracarense.

Em Setembro de 2000, um jornal regional publicou as declarações do vereador demissionário, que assumia a pasta das Actividades Económicas. Directamente, disse que muitos funcionários camarários apresentam sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os salários que auferiam. As insinuações estendiam-se a Mesquita Machado e deram origem a uma investigação da Polícia Judiciária do Porto.

Oito anos depois, em Novembro de 2008, após centenas de diligências e milhares de documentos reunidos, o procurador do Ministério Público de Braga, arquivou o processo, por entender que “não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção”.

No documento a que o CM teve acesso, redigido um mês após Domingos Névoa e Mesquita Machado terem prestado declarações na PJ de Braga, o magistrado José Lemos entende que não se retira “dos autos qualquer base probatória suficientemente consistente, susceptível de sustentar a dedução de acusação contra quem quer que seja”.

Mais: o despacho sublinha que “do confronto das declarações dos vários intervenientes inquiridos não resultam contradições relativamente à matéria analisada.

Contactado pelo CM, Mesquita Machado não quis prestar declarações.

Yo no lo creo en las bruja, pero que las hay, las hay...

Que a corrupção existe é um facto, e que justiça não chega aos grandes, também...

Uma absolvição em tribunal, nem sempre significa inocência dos arguidos. A absolvição por aplicação do princípio In dubio pro reum, acaba (quase) sempre por beneficiar os mafiosos, os crimonosos e os corruptos deste país.
Temos bastantes exemplos deste género na justiça portuguesa: FP-25 de Abril, Fax de Macau, UGT, Hemofílicos, Ministério da Saúde, Universidade Moderna, AquaParque, Casa Pia, Apito Dourado, Submarinos, Portucale, Operação Furacão, Caso Freeport, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, etc. etc. Tudo figuras públicas protegidas pelo tráfico de influências e ligadas principalmente aos sub-mundos da política e do futebol, mas com capacidade financeira bastante, para se rodearem dos advogados mais influentes da praça.


Quais foram os castigos?
- Regra geral, nos casos em que os processos não prescreveream, os arguidos foram absolvidos por falta de provas. Mas nunca algum político foi absolvido por inocência (há coisas fantásticas, não há?)


  • Coitados dos pobres, que quando roubam pão para darem de comer aos filhos, levam porrada da polícia e ainda são condenados. Na realidade, são condenados por terem falta de dinheiro.

  • Os grandes, roubam, roubam quanto podem, e ainda pedem indemnizações por difamação.... Puta que os pariu!!!!

Vergonhoso para a justiça portuguesa.

10 fevereiro, 2009

Pelo voluntariado na política


As grandes iniciativas são de aplaudir. E as grandes iniciativas majestaticamente altruístas são de incentivar, depois de aplaudidas. Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, de seu nome Valter de Lemos, com o seu projecto de despacho para recrutar professores reformados para trabalho voluntário nas escolas, inspirou-nos. Professores que tenham abandonado o ensino por via duma reforma antecipada poderão tranquilizar a sua consciência face à fuga prematura, mesmo que a perda material não seja reposta. Para se sentirem mesmo re-integrados, até terão igualmente direito a avaliação no final do ano lectivo. Como medida genial que é, cuja superior grandeza apenas não foi suficientemente sublinhada face ao carácter humilde do seu criador, entendemos que a bem da Nação não pode ficar limitada a esta área profissional. O voluntariado é nobre; é desinteressado; e é barato! É em consequência desta observação que vêm os signatários desta petição solicitar que esta Assembleia estenda este brilhantismo aos gestores públicos e ministros, sem esquecer todos os cargos de nomeação pública. Dêem, por favor, hipótese de redenção a todos quantos pretendam desempenhar os seus cargos sem a maçada de uma remuneração mensal. Pelo País, pela abnegação mas sobretudo pelo nosso bolso, que esta Assembleia institua o regime de voluntariado entre a classe política. Sem esquecer a avaliação anual, naturalmente.

Assinar petição.

09 fevereiro, 2009

Dito pelo Groucho, era pra rir, mas o Karl fala a sério.

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Karl Marx - in: O Capital (1867).

Dizem os Americanos:
'We have BARACK OBAMA, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash.'

Respondem os Portugueses:
'We have José Socrates, No Wonder, No Hope and No Cash….

04 fevereiro, 2009

Os cus, as mamas, os lobos e as cabras do costa guimarães


Numa das habituais sessões para colocar a leitura em dia, mal abro “O Balcão”, deparo-me com uma citação, que impressionou ainda mais que as afirmações mais bombásticas proferidas nos últimos tempos. Não se trata dos muçulmanos do D. José Policarpo, do “acordar Braga” de D. Jorge Ortiga, das futeboladas do Salvador Britalá e do Mesquita Ma(n)chado, nem muito menos do ministro Mário Lino ou do George W. Bush.

Vejamos:

“(…) Os direitos dos lobos e das águias ou das cabras não podem sobrepor-se aos direitos arduamente conquistados pelos humanos”
Costa Guimarães, JORNALISTA, in Correio do Minho.


É deveras degradante e deprimente, ver este profissional (?) da comunicação social a exibir orgulhosamente tamanha ignorância.

Se o planeta chegou ao estado em que se encontra, foi precisamente devido ao facto do Homem ter agido como pensa o Sr. Costa Guimarães
.

Mas deixo-lhe um conselho amigo: Em vez de andar à procura de cus e mamas, para enfiar diariamente no traseiro do Correio do Minho, talvez fosse melhor cultivar-se em matéria de desenvolvimento sustentável. Só lhe fazia bem e talvez aumentasse o número de leitores dos seus abomináveis artigos.

Olhe que o desenvolvimento sustentável é o único caminho a seguir. Trata-se de um desenvolvimento que dá resposta às necessidades do presente, sem comprometer as gerações vindouras. Mas atenção, ele tem que ser economicamente viável e socialmente justo.

Só assim, haverá lugar para o lobo, para a cabra, para a águia, para o javali, ….. e também para os Costas Guimarães deste mundo.

17 janeiro, 2009

Podemos trocar os bês pelos vês, mas a honra, essa nunca está à venda

Muito se tem falado e especulado em torno de uma eventual candidatura Independente de Miguel Brito (ex-CDS/PP) à Câmara Municipal de Braga, constituindo uma espécie de lista satélite do Partido Socialista, com o intuito de fragmentar os votos e proporcionar mais um mandato a Mesquita Machado

Pelo que conheço da actividade política de Miguel Brito, sempre nutri certa admiração pessoal por ele, principalmente pela coragem com que enfrentou e defendeu determinados dossiês, apesar de politicamente estarmos longe de perfilhar a mesma ideologia.

Miguel Brito, há 9 anos a esta parte, teve a coragem de denunciar à justiça, uma alegada existência de enriquecimentos ilícitos traduzidos em «sinais exteriores de riqueza» por parte de Mesquita e de alguns funcionários da Câmara.

Em Julho do ano passado, mantinha este tipo de denúncias, questionando mesmo, o facto do inquérito estar aparentemente parado.

Após ter perdido as eleições para a concelhia do CDS/PP, manifestou interesse em manter-se na política activa, mesmo através da participação na lista da coligação “Juntos por Braga”, como independente. Simultaneamente, numa espécie de pura chantagem sobre a referida coligação, não enjeitou a hipótese de encabeçar uma lista de independentes à CMB.

Miguel Brito, sempre defendeu que a derrota de MM, passaria pela união dos eleitores em torno da coligação “juntos por Braga”, tendo para tal, trabalhado afincadamente no projecto durante os últimos 5 anos. Esta união de forças políticas, é vista como a única forma de evitar a dispersão dos votos que só beneficia quem está no poder.

A ser verdade esta candidatura, que é característica dos ressabiados da política (uns até formam partidos novos), não deixa de constituir uma atitude de pura vingança por parte de Miguel Brito, mostrando estar disposto a destruir tudo o que ele próprio ajudou a construir. Mesquita Machado agradece.


Será que o suposto apoio do PS Braga a esta evental candidatura, envolve como moeda de troca, o silenciamento das denúncias efectuadas, sobre da famosa fortuna de Mesquita Machado? Tudo isto em troca de quê? O futuro o dirá.


Os verdadeiros bracarenses podem trocar os bês pelos vês, mas não trocam a honra por nada deste mundo. Ou será que o Dr Miguel Brito passou para o grupo dos que defendem que em política tudo tem o seu preço?

Mário Soares também meteu o socialismo na gaveta, alegando que os burros é que não mudam.
É caso para perguntar ao candidato a candidato: e os burros somos nós?

12 janeiro, 2009

Balada da névoa

Batem leve, levemente,
sempre que chamam por mim,
será a política? será gente?
gente não é, certamente
e a política não se faz assim

É talvez a Democracia,
mas há pouco, há poucochinho.
é palavra proibida,
na cinzenta melancolia,
dos Paços do Município...

Quem voa, assim, levemente,
com tão estranha certeza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é política, nem é gente,
nem é santo, com certeza.

Fui ver. A corrupção crescia,
nem uma névoa, no azul do céu.
O PDM profanaria...
há tanto tráfico de influência!
E que destino, Deus nos deu!

Vejo-o através da vidraça.
Lá vai ele, olhando em frente.
O empreiteiro, quando passa,
os passos imprime e traça
as decisões do presidente



In: Florbela! espanca-os

07 janeiro, 2009

Save the "Sete Fontes"

“Primeiro vieram buscar os ciganos e eu não me importei porque não era cigano;

depois vieram buscar os judeus e também não me importei porque não era judeu;

a seguir os comunistas, depois os liberais e os católicos,

e não protestei porque não era comunista, nem liberal, nem católico;

e quando me vieram buscar a mim já não havia ninguém para me defender!

Depois, veio a Câmara de Braga e trouxe os empreiteiros.

As fontes secaram e da terra brotaram prédios como se fossem cogumelos.