14 março, 2009

"O Farricoco" - Talvez o blogue mais popular de Braga?


O Farrioco, foi considerado pelo semanário "O Balcão", como sendo "Talvez o blogue mais popular de Braga"


Eu vou mesmo mais longe: O talvez, está a mais.


O Farricoco é sem margem para dúvidas, o mais popular dos blogues bracarenses.

Parabéns à equipa do Farricoco.
Alguns comentários feitos nesta postagem, justificam ilucidar os leitores e participantes, acerca do conceito "popular".
Definições de popular:

Dicionário KingHost:
Popular. adj. Que pertence ao povo; que concerne ao povo. / Vulgar; plebeu. / Que desperta a simpatia, o afeto do povo (como o Farricoco). / Muito conhecido, notório. / — S.m. Homem do povo, transeunte.

Dicionário da língua porguguesa - Porto Editora:
Popular. adj. 2 gén. respeitante ou pertencente ao povo; usado ou frequentemente entre o povo; que agrada ao povo; feito para o povo; vulgar; notório; democrático; que goza do favor público; promovido pelo povo (como o Farricoco); s.m. homem do povo (Do latim populare-,«do povo»).

Dicionário médio Aurélio:
Popular. Adj. 2 g. 1. Do, ou próprio do povo, ou feito para ele. 2. Agradável ao povo; que tem as simpatias dele (como o Farricoco). 3. Democrático (como o Farricoco). 4. Vulgar, trivial, ordinário. ~V. aura-, nome – e sabedoria s. m. 5. Homem do povo (tal como o Farricoco)~ v. populares.

Dicionário Ilustrado – lello
Popular. Adj. 2 gén. (Lat. populare). Relativo ao povo: a educação popular. Que agrada ao povo: medida popular. Feito para o povo: Romance popular. Próprio do povo (como o Farricoco): costumes populares; expressão popular. Que tem as simpatias do povo: D. Pedro I foi um rei popular (o Farricoco é um blogue popular). Governo popular, aquele que está nas mãos do povo. Tornar popular, vulgarizar . S. m. Homem do povo: A polícia prendeu alguns populares. ANTÓN. Impopular.

Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Popular. Adj. 2g. (sXIV cf. RLor) 1. Relativo ou pertencente ao povo, esp. à gente comum «indignação popular» (como o Farricoco). 2. Feito pelas pessoas simples (como é o caso do Farricoco), sem muita instrução «arte popular». 3. Relativo às pessoas como um todo, esp. aos cidadãos de um país qualificados para participar de uma eleição «voto popular». 4. Encarado com aprovação ou afecto pelo público em geral «político popular» «artista popular» «santo popular, no Norte de Portugal» (como o Farricoco). 5. Aprovado ou querido por uma ou mais pessoas; famoso «ser popular junto da pequenada». 6. Que prevalece junto do grande público, esp. das massas menos instruídas «crendice popular». 7. Dirigido às massas consumidoras «música popular». 8. Adaptado ao nível cultural ou ao gosto das massas «edição popular de um clássico da literatura» «espectáculo popular» (como o Farricoco). 9. Ao alcance dos não ricos; barato «bilhetes a preço popular» s.f. 10. Lugar de menor preço nos estádios desportivos s.m. (sXV). 11. Homem do povo (como o Farricoco); anónimo «um popular foi ferido na confusão» «logo populares juntaram-se em volta para assistir ao acontecimento» populares s.m. pl. 12. Partidários do povo; democratas. ETIM. Lat. popularis, e ‘do povo público, popular’; ver popul-: f.hist. sXV popullares, sXV pouplar. SIN/VAR. como adj.: ver antonímia de arbitrário; ver também sinonímia de comum.

12 março, 2009

Publicação das Escavações/Trabalhos em curso

Por: Carlos Santos

Da mesma forma que surgiram protestos e notícias a criticarem/informarem, a actuação menos clara no caso do Prolongamento do Túnel, devemos louvar agora a "nova" conduta da UAUM ao publicar os trabalhos em curso no seu site.
http://www.uaum.uminho.pt/novidades/novidades.htm

Penso que a forma mais correcta de actuar passa pela publicação de:
-Plano de Trabalhos (antes do inicio dos mesmos)
-Publicações Preliminares (do decorrer dos mesmos)
-Relatórios Finais (com o plano inicial, as alterações efectuadas devido aos novos achados, todas as intervenções realizadas, todos as escavações efectuadas e acompanhadas pelos arqueólogos, o material arqueológico recolhido/encontrado, o diferente tratamento dados aos respectivos achados, etc…)

Através dos dados agora publicados, podemos observar que importantes estruturas vão ser musealizadas "in situ", mantendo o valor patrimonial que o Complexo global das mesma representa. (Fonte do Ídolo, Via Romana XVII, Edifício Romano provavelmente ligado ao culto Religioso, Conjunto de Sepulturas)

É uma enorme mais valia para o Município e para o País, facto que devemos ao trabalho profissional da UAUM e à boa vontade da Empresa que detém o Antigo Quarteirão dos Correios.
Ao contrário do que se passou no Prolongamento do Túnel onde a CMB, que devia ser a maior interessada no património, e mais uma vez o desvalorizou... (Templo/Edifício Romano de grande dimensões)

Se as Sete Fontes já estivessem entregues à UAUM, penso que todos os cidadãos interessados estariam mais “descansados”, do que a terem Arqueólogos despedidos quando cumprem o seu trabalho de forma profissional. De referir que a UAUM já propôs esse alargamento, sem ter conseguido, por caso do actual executivo da CMB, se não estou em erro.

Esta conduta da UAUM merece a devida atenção por parte dos cidadãos mais interessados, e por parte da impressa, uma vez que se trata de uma forma de actuação que promove a transparência, num país onde o segredo parece imperar.

Carlos Santos

10 março, 2009

Repensar Braga, é urgente!


Longe vão os tempos em que o projecto Bragatempo, conseguiu pôr os bracarenses a discutirem a sua cidade em conjunto com diversos especialistas ligados essencialmente ao urbanismo.

Foram precisos quase oito anos, para que a cidade se mobilizasse de novo em torno de uma causa: “o futuro das Sete-Fontes”.

ASPA, JovemCoop e Junta de freguesia de S. Victor, conseguiram mostrar ao país em geral e aos bracarenses em particular, que a política da sua cidade precisa de ser repensada.

A esta iniciativa, juntou-se a blogosfera bracarense, dela fazendo eco antes e após a sua realização. A própria imprensa regional através do "DM" não ignorou este gesto. Os bloggers, sejam eles atentos, incontornáveis e sempre polémicos, insiders e algo enigmáticos, serenos, irónicos e mordazes, irreverentes e incorrigíveis e pertinentes, mostraram-se determinados em colaborar na divulgação deste tipo de iniciativas e em apoiar os bracarenses a exigirem o melhor para a sua cidade.

O património herdado dos nossos antepassados, seja ele arquelológico, arquitectónico ou cultural, tem sido delapidado a olhos vistos pela Câmara presidida por Mesquita Machado, perante a passividade da maioria dos cidadãos.

No final da Marcha e apesar da disponibilização pela organização, de transporte para o regresso dos participantes, a grande maioria preferiu regressar a pé, ao longo do magnífico complexo Eco-monumental das Sete-Fontes. Muitos dos visitantes, estavam lá pela primeira vez e não faziam a mínima ideia da imponência e importância deste complexo classificado como Monumento Nacional, que se encontra abandonado, ameaçado e condenado à sua completa descaracterização ou mesmo destruição.

Hoje, qualquer cidade digna do seu nome, tem orgulho em mostrar e preservar o património herdado dos seus antepassados. Braga, pelo contrário, tem privilegiado as obras imponentes do regime (à boa maneira de Sadam Hussein, Mobutu Sese Seko, Kim Jong Il, entre outros ditadorezinhos), em detrimento da preservação e divulgação da sua cultura.

Com esta marcha, os bracarenses disseram “basta a esta política de gestão ruinosa do património”.
Foi um verdadeiro exercício de cidadania, de democracia participativa, um gesto que não pode esmorecer.
É preciso acordar, antes que seja tarde.

08 março, 2009

Bracalândia esquecida??? Nós relembramos!!!

Mesquita Machado dixit:
A cidade, apesar da Bracalândia se ‘ir embora’, vai continuar a ter um Parque de Diversões “maior, mais moderno e com mais oferta”. E, depois de pronto, “com certeza vai atrair também milhares de visitantes”, acredita o presidente Mes- quita Machado, satisfeito com as duas mais-valias que a cidade vai ganhar em breve."


Afinal, parece que as coisas não estão a correr nada bem.....lá vamos ter que comprar um nariz igual ao do sócrates, para oferecer a Mesquita Machado..


Vejam o que que diz Sérgio Gonçalves:

Se o Sr. presidente da câmara, pensa que um conjunto de divertimentos para crianças faz esquecer a Brâcalandia, está muito enganado, interpreto isto como uma medida de pura propaganda, aliás pergunto, onde anda aquele “grande investidor” que ia fazer um Parque de diversões maior que a Brâcalandia, Braga parece uma espécie de “ilha da Madeira”, onde o “fulano tal”, tem sempre alguma coisa para inaugurar, na cidade dos Arcebispos tudo é motivo para aparecer nas capas dos jornais e afins...

Eu estive lá..... e tu?








Cerca de meio milhar de bracarenses responderam sim à chamada.
Cidadãos de vários credos, religiões e ideologias, deram as mãos e manifestaram em conjunto, as suas preocupações quanto ao futuro do complexo eco-monumental das Sete-Fontes.
Foi bonito ver Braga preocupada com o seu próprio futuro, foi bonito ver largas dezenas de cidadãos boquiabertos com tamanha beleza que desconheciam e que de um momento para o outro, ameaça desaparecer por opção política.
Vamos continuar a mostrar as Sete-Fontes a quem não as conhece, vamos transferir as caminhadas de fim de semana até ao Bom Jesus, por caminhadas através do complexo Eco-Monumental das Sete-Fontes.


Os bracarenses, exigem verdadeiras políticas de Cultura, de Ambiente e de Educação. Mesquita responde com ignorância, cinismo e betão.

02 março, 2009

Marcha pelas Sete-Fontes - Domingo, 08 de Março

Domingo, 8 de Março
Marcha pelas Sete-Fontes
9:30 - Largo da Srª-a-Branca

Traz um amigo também!


Comunicado da ASPA sobre as Sete Fontes


A convite do Presidente da Junta de Freguesia de São Vítor a ASPA assistiu em 27 de Janeiro à apresentação do projecto da construção do novo Hospital pelos seus responsáveis operacionais, tendo comentado diversos aspectos do mesmo.

Designadamente insistiu-se várias vezes sob os riscos da primeira fase da obra sobre o património arqueológico, arquitectónico e ambiental, nomeadamente no que diz respeito à defesa das suas águas: a desmatação e desaterros iniciais. Ora este alerta parece que não serviu para nada, antes pelo contrário. De facto foi precisamente logo no início dos trabalhos que ocorreram incidentes ainda mal esclarecidos, mas que levaram o arqueólogo autorizado pelo IGESPAR a ter de chamar a autoridade de segurança (a GNR) devido à ameaça iminente de destruição de vestígios patrimoniais. O Dono da Obra em vez de louvar o arqueólogo pelo seu profissionalismo, dispensou a sua colaboração. Esta atitude leva-nos a recear o pior.

De acordo com a Constituição da República Portuguesa uma das tarefas fundamentais do Estado é “proteger e valorizar o património cultural do povo português”. Para tanto a Assembleia da República aprovou, por unanimidade a Lei de Bases do Património. Há no caso vertente uma situação de risco para a Património Cultural, a qual deve merecer o cuidado das instâncias competentes, designadamente do IGESPAR, da Direcção Regional da Cultura do Norte e do Ministério Público. Espera-se que as entidades da tutela mantenham em campo o arqueólogo afastado pois assim estaremos mais seguros. Espera-se que esclareçam a empresa que o Estado Português ainda existe.

A construção do Hospital é indispensável e urgente. Mas nenhuma empresa está acima da Constituição Portuguesa. De acordo com as Convenções Europeias e a Lei portuguesa, há a necessidade de proceder a registos científicos exaustivos. Uma obra que tem o impacte do Novo Hospital exige por parte do Dono da Obra um extremo rigor, para que nem o património seja afectado nem o desenvolvimento da obra prejudicado.
Sendo assim é indispensável que todo o processo seja acompanhado pelos cidadãos, por especialistas credenciados e que tudo seja transparente. De outro modo o que aconteceu com os vestígios do povoado da Idade do Bronze pode repetir-se com elementos de outras épocas romana, medieval e setencentista.

Todo este processo seria evitável se o terreno já tivesse estudado de forma minuciosa. Desde 1993 que a localização do Hospital estava escolhida. A Câmara Municipal de Braga e o seu Gabinete de Arqueologia tiveram mais que tempo, ou para realizar directamente os trabalhos ou contratar equipas credenciadas para o efeito.

Foi a ASPA que propôs a classificação das Sete Fontes, cumprindo assim os direitos e deveres das associações de Património. Lamenta que a Câmara bracarense sistematicamente os ignore e despreze, quer a Lei quer o Legado Histórico de concelho, mas espera-se que o Estado Central os faça cumprir.
A ASPA continuará atenta e intervirá sempre que achar oportuno, como o tem feito ao longo destes últimos 32 anos, sempre na defesa, estudo e divulgação do património cultural e natural bracarense.

Para já apelamos à participação na marcha que a Junta de Freguesia de S. Lázaro vai promover no próximo dia 8 de Março (domingo), com concentração às 9.30 h. em local a indicar oportunamente.
Braga, 25 Fev. 2009

O Conselho Directivo da ASPA