15 julho, 2010

Audição na Comissão de Ética Sociedade e Cultura da Assembleia da República


No passado dia 14 de Julho do corrente ano, o grupo de peticionários, em representação da petição “Pela Salvaguarda do Complexo das Sete Fontes-Braga”, foi ouvido pela Comissão de Ética Sociedade e Cultura da Assembleia da República. Nesta comissão, relatada por Miguel Laranjeiro e constituída pelos deputados Frederico Castro (PS), Raquel Coelho (PSD), Agostinho Lopes (PCP), Altino Bessa (CDS) e Catarina Martins (BE), os peticionários contextualizaram historicamente o monumento, explicaram o que levou um grupo de cidadãos a constituir o Movimento e Petição de defesa das Setes Fontes e expuseram as preocupações atinentes ao processo dos acessos ao Novo Hospital de Braga, à futura variante à E.N. 103 e aos compromissos urbanísticos assumidos para aquele local.

Lamentou-se o facto da Comissão não ter em sua posse um plano actualizado dos acessos que estão para lá projectados, pois houve questões que ficaram sem resposta por falta de dados.

Após a exposição de várias situações relativas às Sete Fontes, os respectivos deputados questionaram os representantes dos peticionários com a finalidade de se contextualizarem melhor sobre o estado deste processo.

Assim, o deputado Agostinho Lopes questionou se o processo de classificação das Sete Fontes já está finalizado, se as obras do Novo Hospital de Braga afectam o Complexo e se o traçado proposto pela CMB assenta, ou não no solo e se contorna o monumento a Sul.

A deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, perguntou aos peticionários se haviam já reunido com a Ministra da tutela e se conheciam o propósito das enigmáticas declarações da directora da Direcção Regional de Cultura Norte (DRCN) a propósito dos «compromissos urbanísticos assumidos».

Altino Bessa do CDS e Frederico Castro do PS apresentaram uma informação técnica proveniente da Câmara Municipal de Braga declarando um total respeito pelas disposições legais datadas de 2001. Contudo, estas disposições estão desactualizadas tendo em conta a proposta de Zona Especial de Protecção do Ministério da Cultura, de 2009.

A deputada do PSD, Raquel Coelho, questionou a relação entre a Câmara Municipal de Braga e a DRCN e confirmou a necessidade de terminar com celeridade, o processo de publicação em Diário da República do Monumento Nacional.

No final, o Deputado Miguel Laranjeiro explicou o desenvolvimento processual, que passará por solicitar mais informação às entidades competentes e envolvidas, formulando o respectivo relatório e baixando, posteriormente, a plenário.

No seguimento desta reunião, os peticionários irão solicitar, com urgência, uma audiência à Ministra da Cultura, no sentido de agilizar as questões processuais para a publicação, classificação e definição da Zona Especial de Protecção em Diário da República
In: Blogue Sete Fontes

05 julho, 2010

EP "rouba" Variante à N103, com base em argumentos falaciosos?

Projecto Acessos ao Hospital proposto pela EP

Acessos ao Hospital+fluxos

Projecto Alteração Acessos ao Hospital

Em relação às recentes notícias que dão conta do abandono da construção da Variante à N103 resta fazer a seguinte exposição.
A variante à N103 serviria para:
-Fluxos da região litoral e cidade, com o interior do Minho e Trás-os-Montes (eixo da EN103 Braga-Chaves)
-Acesso ao Novo Hospital e Pólo Universitário

A variante à N103 não surgiu apenas como necessidade de acesso ao novo Hospital, mas é um eixo fundamental no desenvolvimento da cidade e da região, criando:
-alternativa às vias cada vez mais congestionadas da cidade (vias com limite de velocidade de 50 km/h), desviando o tráfego para o troço da “circular” com limite de velocidade superior (70km/h e 90km/h)
a quem pretende aceder à região através dos nós das auto-estradas, à cidade, à área a norte da cidade pela Variante às EN101/201, ou ao novo Hospital Distrital e Pólo Universitário;
-ligação directa da população do eixo Braga-Chaves ao Novo Hospital Distrital e ao Pólo Universitário, não tendo que passar e congestionar as vias urbanas;

A louvável mobilização da sociedade civil com o intuito de proteger o património, não pode servir de pretexto à EP, para usurpar de forma camuflada a prometida Variante à N103. Esta nova via que ia ser criada traria benefícios óbvios para a cidade e para a região, e a EP com base em argumentos falaciosos está a abandonar a construção da mesma, quando apenas tinha que propor um traçado alternativo num troço de 1,2 quilómetros, do total de 4,2 quilómetros da Variante.
Como traçado alternativo ao troço em causa, este podia ser desviado para a área a Oeste do Hospital, e ser criado um pequeno troço em túnel para quem circula na Variante à N103, de forma a evitar o trânsito local do Hospital e Pólo Universitário, entre outras soluções.
Mesmo que a curto prazo a execução deste troço em forma de Variante não seja possível, por diversos motivos,
o restante traçado deve ser executado tal como previsto, criando os novos fluxos e a nova via alternativa supra citada.

Carlos Santos

26 junho, 2010

Sem névoa de dúvidas

" Os 3 Mesquiteiros"




Vale sempre a pena lutar
PELAS 7 FONTES !


A Estradas de Portugal (EP), desautorizou a CMBraga, acabando com uma espécie de “intenções” de contornos duvidosos, que envolviam a construção de um viaduto sobre as Sete-Fontes.
De acordo com o DM, a E.P. já tomou a decisão, “optando por um traçado de extensão reduzida e que põe a futura acessibilidade a ligar directamente o Nó do Feira Nova à unidade hospitalar, passando a sul do complexo monumental setecentista”.
Ainda segundo a supracitada fonte, “O trabalho de execução do traçado que deita por terra as pretensões da Câmara Municipal de Braga – a autarquia queria a rodovia com perfil de via urbana e a servir os projectos urbanísticos que foram apontados para o vale das Sete Fontes – entrou já na fase final e faz vingar a proposta da empresa pública que gere o parque rodoviário português.

Quem disse que não vale a pena lutar?
Quem tentou impedir a classificação como monumento nacional?


Braga saiu à rua e exigiu

As sete-fontes fizeram eco na imprensa nacional
Braga foi à Assembleia da República
Braga reclamou o que é seu
Braga venceu, Mesquita perdeu.


A Luta continua, vamos estar vigilantes e sempre prontos a denunciar as "más intenções" do bando de malfeitores que tudo faz para destruir a história da cidade de Braga.

Noitada de S. João - dos Bravos da Boa Luz

Com um espectáculo memorável do grande artista popular bracarense Vista Fina, os Bravos da Boa Luz cumpriram a tradição da noitada de S. João.
Como é da praxe as famílias trouxeram de casa os seus farnéis, uns de cabrito, outros de churrascos e outros de sardinha assada na brasa, ali mesmo confeccionada, mas melhor regada, ou com água de Leça, ou maduro, ou com um verdasco.
Eram cerca de três centenas de membros, dos 3 aos 89 anos, que desde as 20h. até às 4 da madrugada, festejaram a noite maior de Braga.


Ao S. João abro as portas
Dos Bravos da Boa Luz
Foi ali no Campo das Hortas
Que baptizaste Jesus

Festejamos o S. João
Uma festa sem paralelo
Como é da tradição
Não faltou vinho a martelo

S. João todo catita
Na capela rezo a teu lado
Nunca entrarei na Mesquita
Jamais usarei o Machado

22 junho, 2010

Em memória do "homem livre e insubmisso" - II



Ademar F. Santos - um mês após

Alguns amigos, estranhando o silêncio, perguntam-me se morri. Não tenho passado bem, mas não morrri. Espero ressuscitar...
A todos, agradeço a preocupação... (Ademar, 21/05/2010)


Neste dia, o nosso amigo Farricoco não podia deixar de nos brindar com este (in)esperado tesouro sobre os primórdios da luta contra a corrupção e contra a destruição do património bracarense.
Os artigos do Ademar mantêm-se actuais bem como os seus protagonistas que (ainda) continuam a ser os mesmos.


O caderno sobre Tibães foi publicado na edição do Expresso de 27 Março 1982. Penso que poderá ser consultado e reproduzido na Biblioteca pública de Braga.

Fomos alertados para o seguinte:
Falta a expressiva 1ª pag do caderno, que tem como título MOSTEIRO DE TIBÃES - QUANDO AS ARVORES MORREM DE PÉ e refere que a autoria do texto é do Ademar. Acho que vale a pena divulgá-la. (Farricoco!!!!! mais uma boa acção, só tu nos podes salvar)