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30 setembro, 2011

ao saudoso amigo Zé Sarmento

DIA MUNDIAL DA MÚSICA
LEMBRAR JOSÉ SARMENTO

Sábado, 1 de Outubro, 21h30,
Teatro Circo: 5 €

O Dia Mundial da Música foi instituído – recorde-se – a 1 de Outubro de 1975 pelo “International Music Council”, organização não-governamental fundada sob patrocínio da UNESCO, e tem por objectivo a promoção dos valorePublicar mensagems da paz e amizade através da música enquanto linguagem universal. Á semelhança do que acontece por todo o mundo, o Theatro Circo alia-se à evocação desta data, trazendo a Braga um espectáculo musical de tributo ao compositor e músico bracarense José Sarmento. Com Coro Companhia da Música com solista soprano Ana Paula Matos, Mafalda Veiga, Quarteto João Calheiros, Lara Li, Maria de Deus, Sofia Froes, Ana Barros, João Lóio e Regina Castro, Firmino Neiva, Artur Caldeira e Susana Félix.

01 março, 2010

FEIRA DO LIVRO - QUO VADIS?

Recomendação do Bloco sobre a Feira do Livro de Braga, aplaudida por toda a oposição, que a maioria "dita" socialista chumbou.

Através da comunicação social ficamos a saber que a próxima Feira do Livro de Braga, a realizar em Abril, durará menos uma semana do que era habitual.

Tal notícia deverá preocupar os bracarenses.

Durante anos, a Feira do Livro foi a mais importante e visível manifestação cultural desta cidade, tendo servido mesmo de pretexto para iludir a inexistência de uma política cultural municipal consistente e credível.

Tendo-se iniciado timidamente em 1992, afirmou-se pioneira quer quanto à sua realização em recinto coberto, quer quanto a uma programação cultural paralela até então invulgar em iniciativas do género.

A presença de grandes nomes da literatura, da arte e da cultura portuguesa e europeia (basta lembrar os nomes de J. Derrida e M. Vazquez Montalban, de Serge Reggianni e de Paco Ibañez), a que não é alheio o papel desempenhado por José Manuel Mendes, proporcionou a realização de sessões, debates e espectáculos de grande qualidade, que atraíram numeroso e interessado público e deram grande visibilidade ao certame.

Tal facto reflectiu-se na presença das principais editoras portuguesas em pavilhões próprios, que traziam milhares de títulos, com as suas últimas novidades literárias, bem como fundos bibliográficos menos acessíveis, que chamavam milhares de visitantes.

De referir ainda a forte presença de livrarias e editores minhotos que bem precisam de dar-se a conhecer, bem como dos sempre apetecíveis alfarrabistas.

Infelizmente nos últimos anos a Feira foi perdendo importância e capacidade de atracção. O número de expositores, também devido aos custos de aluguer dos pavilhões e da ocupação do espaço, diminuiu em quantidade e qualidade o que, aliado à distância do Pavilhão do(s) centro(s) da cidade e a alguma falta de condições do recinto (os expositores e visitantes queixavam-se sobretudo do frio), fez diminuir drasticamente a afluência do público. O próprio programa cultural, ex-libris da Feira, embora mantendo alguma qualidade, foi perdendo o fulgor que o tinha caracterizado, sendo cada vez mais raras as figuras de renome que participavam nos debates, colóquios e lançamentos de livros, alegadamente por falta de investimento municipal nesta manifestação cultural, dado que o Ministério da Cultura, de há uns anos a esta parte, deixou de a apoiar.

Citando Alexandre O’Neill, estávamos a ficar perante uma feira cabisbaixa.

Afastados que estão os principais mentores da F.L. (Jorge Cruz e José Manuel Mendes), achamos que é altura de inflectir esta situação e trazer o livro para a rua.

Em Portugal editam-se mais de 15 mil títulos por ano, as redes de bibliotecas públicas e escolares constituem um sucesso indiscutível, o Plano Nacional de Leitura tem promovido o livro e a leitura, sobretudo junto dos mais jovens, como nunca se tinha verificado no nosso país, os hábitos de leitura estão a aumentar.

Trazer o livro para a rua, em Braga, significa pô-lo em contacto mais direto e imediato com as pessoas, em local central, que a população frequente e de que possa usufruir livremente.
Trazer o livro para a rua significa realizar uma Feira do Livro ao ar livre, na Avenida Central, recorrendo às tradicionais barracas (ou erguendo uma ou várias tendas), no princípio do Verão, procurando que não coincida com as F.L. do Porto e Lisboa.

Trazer o livro para a rua significa também que se continuem a realizar actividades culturais paralelas no espaço circundante, utilizando espaços de diversas instituições como o Museu Nogueira da Silva, a Casa do Professor, o Inatel e o Edifício dos Congregados (que possuem auditórios), recorrendo aos cafés e esplanadas da zona, às livrarias, ao Coreto da Avenida (para recitais de poesia ou iniciativas com crianças) e mesmo ao Teatro Circo, para o espectáculo musical que costuma assinalar o início da Feira.

Trazer o livro para a rua é fazer uma festa do livro, envolvendo toda a população e agentes culturais e, simultaneamente, atraindo visitantes e turistas para quem o livro é essencial ou procurando seduzir para um primeiro contacto aqueles que mal o conhecem.

Posto isto, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda, apresentou a seguinte Recomendação na última Assembleia Municipal:

Recomendação


Dada a perda de importância e de capacidade de atracção que as últimas edições da feira do Livro de Braga vêm evidenciando

Dada a necessidade de se inverter esta situação de forma a reconciliar a população de Braga e os seus visitantes com uma Feira que promova e estimule os hábitos de leitura

A Assembleia Municipal de Braga, reunida a 26 de Fevereiro de 2010, recomenda à Câmara Municipal de Braga que:

1- A edição de 2011 da feira do Livro de Braga seja realizada ao ar livre, na Avenida Central,
2- A edição de 2011 da Feira do Livro de Braga promova iniciativas paralelas que envolvam as instituições situadas nas proximidades da Avenida Central, cmo o Museu Nogueira da Silva, a Casa do Professor, o Inatel, o Pólo do Congregados da Universidade do Minho.
3- A edição de 2011 da Feira do Livro de Braga promova iniciativas paralelas que envolvam o espaço dos cafés, das esplanadas, do coreto e do Teatro Circo.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda

Por sua vez, "Bracara Angústia" dedica "Liberdade" ao Grupo Municipal do Partido Socialista

"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."

Fernando Pessoa, Liberdade

02 janeiro, 2010

Henrique Barreto Nunes - Homenagear a cidadania

Jantar de homenagem a Henrique Barreto Nunes
Mosteiro de Tibães - 8 de Janeiro às 19:30


As associações cívicas e culturais ASPA, Associação Cultural Sá de Miranda e a Velha-a-Branca promovem, no próximo dia 8 de Janeiro, no Mosteiro de Tibães, um jantar de homenagem ao ex-director da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes. Com este jantar e respectivo programa cultural, as associações referidas pretendem evocar e celebrar as causas de sempre de um homem que é um exemplo de luta constante pela afirmação cívica, cultural e democrática da cidade de Braga.

As inscrições devem ser efectuadas num dos seguintes locais:
- durante o dia - Livraria Centésima Página (Av. Central, 118-120)
- à noite - Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23)

mais informações:
.e-mail - homenagemhbn@gmail.com
.blogue - henriquebarretonunes.blogspot.com
.telefone - 917 642 367

Para se conseguir a saberoria, nada há de tão útil e de maior necessidade que uma biblioteca pública

26 setembro, 2009

Onde pára o busto do Dr. Gonçalo Sampaio?


Em 1953 os bracarenses homenagearam o insigne botânico e folclorista minhoto Prof. Doutor Gonçalo Sampaio, perpetuando desta forma a memória de tão nobre e ilustre cidadão, através da colocação do seu busto no parque da Ponte de S. João
Após o abandono a que foi votado o parque da ponte, muitas foram as vozes que se interrogaram sobre o paradeiro do busto do Dr. Gonçalo Sampaio.
Quem souber que responda, mas o pedestal já foi encontrado pelo nosso repórter. Jaz actualmente numa espécie de sucata transformada em estaleiro, no meio de escombros e pedregulhos, algures nos arredores de Braga, propriedade não se sabe de quem, mas dá para imaginar.
O pedestal já está levantado (aqui ficam os agradecimentos), falta apenas devolvê-lo à cidade.




Todos nós sabmos que Mesquita Machado não é muito dada à cultura e muito menos a pedras que possam estorvar o normal avanço das suas obras do regime, Faz o que diz e mostra o que faz, numa espécie de quero, posso e mando (se não mostrar, mostramos nós). No entanto, deveria haver mais um pouco de respeito por pela memória de tão ilustre cidadão, etnólogo e biólogo de referência.
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Reacções a esta postagem:
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lencastre de almeida disse...
Qual respeito qual carapuça são pedras e não passam disso. Afinal o que é um busto de um botânico por mais famoso que seja ao pé da revolução urbanística operada pelo nosso Presidente Mesquita Machado que criou todas as condições para que os bracarenses não vivessem em casebres mas em casas dignas e em muitos casos apoiadas pela própria Câmara? Sr. Zé de Braga ! Uma coisa é certa o caso que apresenta é aborrecido...mas o que é que conta mais ? O bem estar dos bracarenses vivos ou um bracarense ainda que notável mas já falecido que por menos cuidado não o honraram devidamente ao não terem acautelada o seu busto ?
26 de Setembro de 2009 23:02
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lencastre de almeida disse...
Blocos... são vossas senhorias. Não conseguis rebater a pertinácia da nossa argumentação. Sim que interessa ao fim ao cabo bustos, pedras, calhaus, blocos, penedos...ao pé da vida dos que labutam no dia a dia e fazem Braga crescer e desenvolver rumo ao socialismo democrático, moderno e de esquerda ? Dos que querem MUITO MAIS BRAGA e a renovação do mandato de Mesquita Machado ? Tenhais juízo senhores, porque não serão umas míseras pedras que hão-de obstruir o caminho ao PS e ao Presidente da autarquia da nossa terra.
27 de Setembro de 2009 0:38
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Sem comentários....

11 setembro, 2009

Tributo a "Porto Maia"

Porto Maia (1923-2008)
Faz hoje um ano que o Mestre Porto Maia nos deixou. Pintor do povo e da ruralidade (como é retratado na edição de hoje do DM), amigo do seu amigo, um artista bracarense, que, por parte do poder instituido nunca foi merecedor de um menor gesto de gratidão.
Das várias homenagens que lhe foram feitas em vida, nunca a CMBraga marcou presença, apesar dos diversos convites endereçados.
O seu nome é recordado a par de outros artistas bracarenses: Zeferino Couto, Abel Mendes, José Veiga e Victor Veiga.
Nos seus últimos anos de vida, o mestre Porto Maia, dedicou o seu tempo ao ensino da pintura, onde, na delegação de Braga da INATEL, leccionou durante muitos anos e, no dia da sua morte, os seus alunos decidiram prestar-lhe a mais que merecida homenagem, ao fundarem a "Escola Porto Maia", sediada na Junta de Freguesia de Fraião..
O Homem, o Artista, o Cidadão
Quatro anos antes de falecer, confidenciou ao Diário do Minho, que gostava de ver a sua obra mais divulgada em Braga e apontava o dedo à Câmara de Braga por não incentivar os artistas da cidade. "Os artistas são poucos e precisávamos de estímulo. Sou mais conhecido no Rio de Janeiro do que aqui", lamentava.
Trabalho distinguido entre 10.000 obras, pela Faculdade de Belas Artes de Paris em 1972, sendo considerada uma das cinquenta melhres obras a concurso.
Sempre retratou as figuras típicas da sua terra (S. Jerónimo de Real) que sempre amou.


O Pintor de Intervenção: Quando as palavras não eram permitidas, as imagens falavam. No lugar do Judas pressente-se algo...olhe que não, olhe que não....

O pintor preocupado com os destinos da cidade. Até Cristo olhava atentatmente.


Cristo preocupado com a promiscuidade entre o clero bracarense e o poder poder político


O poder do clero (leia-se cónego Melo) reunido no cimo da colina


A 11 de Setembro de 2008, esta obra ficou inacabada

As personagens parecem ter vida, pressentindo um fim que se avizinha.....

Numa época em que se avizinha uma (pseudo) bienal de arte marcada à partida pelo fracasso (já reconhecido publicamente pela CMB), demonstrando em parte o ostracismo a que a cultura foi votada por parte da actual CMBraga, eis que um grupo de dedicados alunos da "Escola Porto Maia", teima em manter viva a memória do Mestre. Para estes dedicados alunos, Porto Maia continua continuará sempre presente.
Prova desta dedicação, é a mostra de pintura, intitulada "Sementes" que está patente ao público na Fundação Vieira Gomes em Real, até ao próximo Domingo, dia 13.

Para saber mais sobre Porto Maia, clique aqui


11 agosto, 2009

Quem vai suceder a H. Barreto Nunes na Biblioteca Pública?

H. Barreto Nunes

Na linha das preocupações manifestadas no "Farricoco", recebemos do nosso amigo A. Silva, o seguinte texto para meditação:
saudações, caro Zé!!!
gostava que indagasse acerca do sucessor do director da biblioteca pública....
é um homem para quem um livro é igual a um tijolo de papel ..
é é assim que anda este mundo..

saudações

Nota: Tendo em consideração a novela que se passou aquando da escolha do Director da Biblioteca Lucio Craveiro da Silva....nada é de admirar vindo de onde vem.

01 agosto, 2009

E quem é que não é amigo do Henrique?

DESPEDIDA
Tenho 62 anos. Trabalhei 34 anos e oito meses na Universidade do Minho: um ano e meio nos Serviços de Documentação (então instalados no edifício da Biblioteca Pública), um ano na Unidade de Arqueologia (a funcionar no Museu dos Biscaínhos), 32 na Biblioteca Pública de Braga, de que oficialmente fui director de 2000 até hoje. Em Setembro 2006, num momento dramático, a Reitoria pediu-me para também dirigir, provisoriamente, o Arquivo Distrital de Braga. Fiquei ao fim.
Estou cansado, já não me sinto com capacidade para ser responsável por estas duas prestigiadas instituições culturais, em tempos difíceis, com falta de meios e recursos humanos, (o Arquivo Distrital é o segundo mais importante do país, mas não possui um único técnico superior de arquivo), quase sem apoios – embora deva deixar aqui expressa a minha estima pessoal pelo Professor A. Guimarães Rodrigues e a minha gratidão ao Professor José Viriato Capela.
Na Universidade do Minho pertenci ao Conselho Cultural, presidido pelo inesquecível Professor Lúcio Craveiro da Silva, desde a sua criação em 1986, sendo seu secretário, coordenador editorial da revista “Forum” e membro da comissão organizadora do Prémio Victor de Sá de História Contemporânea. Fui membro da Comissão Instaladora da Casa Museu de Monção. Pertenci, por eleição, ao Senado Universitário e à Assembleia da Universidade, de que fui secretário da Mesa. Pertenci ao colégio eleitoral que elegeu o seu primeiro Reitor e, devido a circunstâncias especiais, presidi à Assembleia que elegeu o actual. Estive na origem do processo que conduziu ao Salvamento de Bracara Augusta, surgido na U.M. em finais de 1975, e fui um dos artífices (quer se queira, quer não) da adesão da U.M. à Rede de Leitura Pública, que acompanhei apaixonadamente de 1960 até às vésperas da inauguração da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Colaborei em numerosas iniciativas de Escolas, Institutos, Unidades Culturais, Serviços e da Associação Académica.
Vi partir com saudade Carlos Lloyd Braga e J. Barbosa Romero, Egídio Guimarães, Armindo Cardoso e M. Assunção Vasconcelos, Afonso C. Ferreira e Alice Brito, Francisco Botelho e Hélio O. Alves, Victor de Sá e Santos Simões, Lúcio Craveiro da Silva.

Sinto uma imensa tristeza por deixar a Biblioteca Pública de Braga, os meus amigos-companheiros de trabalho, os seus leitores, os livros, a acção cultural que faz parte da minha respiração, da minha vida.
Ainda tinha tanto que fazer


Braga, Biblioteca Pública, 31 de Julho de 2009


Henrique Barreto Nunes

22 maio, 2009

Salvar a Barbearia Matos

Eis chegado o fim! A BARBEARIA foi notificada, judicialmente, para desocupar o espaço.
Não deixemos "morrer" a BARBEARIA MATOS, na Rua do Souto 21, Braga. Quando aqueles que têm a responsabilidade de zelar, defender e preservar o património cultural de um povo, resta a cada um de nós tomar a iniciativa de lutar pela salvaguarda e preservação de um património que é de todos e para todos. Participe na petição.

Salvar a Barbearia Matos





Barbearia Matos (Filho) Localizada no rés-do-chão da Casa de Teodósio de Almeida (Rua do Souto, 21 em pleno centro histórico de Braga), todos os anos é visitada por milhares de turistas, vindos dos quatro cantos do Mundo, que tiram fotografias, falam com o simpático barbeiro (Manuel Matos Filho), tecendo elogiosos comentários ao ambiente e ao mobiliário, cuidadosamente conservados, como se por momentos estivéssemos na Braga de inícios de novecentos. O mobiliário (espelhos, bancada, móvel-lavatório, cadeiras de ferro e de madeira, entre outras peças) é de uma beleza única, encontrando-se muito bem cuidado e tem sido objecto de propostas de compra. Mais insistentes do estrangeiro, de Portugal têm surgido algum interesse neste mobiliário embora estes já se tenham apercebido de que os interesses estrangeiros são superiores aos seus.O processo judicial de despejo do subarrendatário (o barbeiro) determinou o encerramento da Barbearia Matos e este Património único, no seu contexto natural perder-se-á irremediavelmente. Tudo isto porque a Barbearia tem um contrato precário de décadas (do tempo do Sr. Matos Pai), quando a palavra de um Homem valia mais que um papel. Torna-se urgente que o pedido de classificação do imóvel, que foi proposto pela ASPA ao IPPAR (actual IGESPAR), tendo esta entidade remetido o respectivo processo para Câmara Municipal de Braga com o intuito de classificar o espaço como Património Municipal, o que até ao momento ainda não aconteceu. Pedia que questionassem a Câmara municipal de Braga , e convidassem amigos a fazerem parte desta corrente cultural, tornando-a imparável, contactando a Presidência da CMB através do seguinte endereço electrónico: gab.presidencia@cm-braga.pt

Published by Carla, on Jul 23, 2008

Category: Culture

Region: Portugal

Target: Câmara Municipal de Braga


30 abril, 2009

Jogos Tradicionais - Campo das Hortas - 1º de Maio

A ACR Bravos da Boa Luz, mantêm a tradição.
A ACR Bravos da Boa Luz, mantêm a tradição.
No próximo dia 1 de Maio, a A C R Bravos da Boa Luz leva a cabo a 7ª edição dos Jogos tradicionais.
O evento terá lugar no Campo das Hortas de manhã.
Durante a tarde haverá o já famoso Piquenicão das famílias dos Bravos e a subida ao Pau do Bacalhau!!"
Aparece, traz a família e, "traz outro amigo também".

PS: Ao que pudemos apurar, estão confirmadas presenças de vulto


27 março, 2009

O candidato do chouriço, gosta de grupos que façam espectáculo!


Esta caíu em Seco, ó Magalhães



A junta de Freguesia de Maximinos apoiou, recentemente, o Grupo Cénico do Patronato dae Nossa Senhora da Torre. A verba, cerca de 250 euros, serviu para pagar, por exemplo, as vestes usadas pelo grupo nas apresentações de Natal.
O presidente João Seco Magalhães lamentou, ainda, o facto de “na freguesia não existirem grupos que possam promover espectáculos para os maximinenses.
In. Correio do Minho, 27/03/09

Não há margem para dúvidas, que o mediático João Seco Magalhães, é um homem dotado para o espectáculo, principalmente quando decide trocar chouriços por votos e dinheiro por espectáculos.

O Autarca maximinense, não olha nem quer olhar para a colectividade da freguesia, cujo trabalho desenvolvido em torno da preservação das tradições bracarenses não deixa de ser notado por todos, sendo mesmo considerada uma colectividade notável. Trata-se dos Bravos da Boa Luz
Aqui deixo apenas o plano de actividades para o presente ano, relembrando que é esta colectividade quem organiza as marchas de Santo António, aliás, muito apreciadas por duas senhoras da praça do Município, que costumam apreciar o espectáculo a partir do Arco da Porta Nova.

7 de Março: Dia Internacional da Mulher - Sarau Desportivo e convívio das associadas e esposas dos associados;
25 de Abril: Conhecendo a Nossa Terra - Visita à Catedral da Sé de Braga e respectivo Museu;
1 de Maio: Jogos Tradicionais - a disputar no Campo das Hortas com um Torneio vespertino de Matrequilhos;
9 a 14 de Junho: Festa de Stº. António - Inclui uma noite de Fados, construção de uma cascata e fogueira de Stº.
António; Marchas Populares a percorrem as artérias da cidade;
23 de Junho: Arraial de S. João - Convívio no Jardim dos Chorões;
9 de Setembro: Convívio Anual - Visita ao Santuário de Nª Sª de Porto D´Ave (Póvoa de Lanhoso);
5 de Outubro: Passeio dos Idosos - Visita à Igreja da Sª Stªissima Trindade (Fátima);
7 de Novembro: Magusto de S. Martinho - Convívio no Largo de Nª Sª da Boa Luz;
13 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010: Festas de Natal - O Porto de Honra do nascimento do Menino Jesus e construção do Presépio e iluminação do Largo de Nª Sª da Boa Luz;
Outras actividades com data a definir: Apresentação do Cartão de Associados; Jogos de Futebol Intergeracionais; Visita ao Theatro Circo; Visita à Sete Fontes e Baile de Final de Ano.
Marquem a V/ presença....preservemos as nossas tradições!


Desconfio que o Magalhães (não o dos computadores mas o dos chouriços), sentiu-se pelo facto da dona Dores ter conseguido arranjar no Natal anterior, um par bem mais jovem que ele, para as Marchas do Santo António.

17 dezembro, 2008

Celebração Natalícia

A exemplo de eventos realizados em anos anteriores, os Bravos da Boa Luz vão celebrar a véspera de Natal com um Porto de Honra e mensagens de esperança no local de sempre...o Largo Senhora da Boa Luz (ali mesmo ao fundo do Campo das Hortas).
Aguarda-se uma multidão de bracarenses desejosos de se saudarem e falarem do ano que se está a ir e do que aí vem.
Todos os dias há profetas a anúnciar o "Deus nos acuda" mas os Bravos preferem manter-se unidos porque juntos torna-se mais fácil superar as dificuldades.
Aguarda-se a visita de gente ilustre...a começar pelos próprios associados:
Obs: Esta associação, dinamizadora de actividades relacionadas com a preservação dos usos e costumes de Braga, há anos que luta por uma sede, numa zona em que existem tantas casas desabitadas.
Será desta, que o Pai Natal irá trazer a boa nova?