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13 fevereiro, 2010

Requiem a José Sócrates ou Maus dias para a liberdade?



Ao longo dos últimos dias, vimos, ouvimos e lemos de tudo. Desta vez, não podemos ignorar.
Vimos a ausência de reacção de José Sócrates perante as notícias das escutas vindas a público no "Sol", nas quais o nosso primeiro ministro está enterrado até à ponta dos cabelos.

Ouvimos os incondicionais defensores de Sócrates (mas cada vez menos e sem aquela convicção do costume) a insistirem na velha tese da tentativa de assassinato político do PM….só poderia vir de Mário Soares ou de uma coisa assim do género, claro. Ouvimos, o Presidente da AR Jaime Gama a exigir um esclarecimento cabal do PM perante a grave e vergonhosa situação com que se depara o país em geral e o PM em especial.

Lemos a transcrição das escutas (pelos vistos sem relevância criminal), sobre o maquiavélico plano engendrado por José Sócrates, no sentido de calar a imprensa: TVI, TSF, DN, JN e sei lá quem mais….

Não podemos ignorar o envolvimento de José Sócrates nesta teia de interesses com contornos mafiosos, o que levou já dois Antónios (José Seguro e o Costa) a posicionarem-se para fazerem a figura de Santana Lopes (aquando da saída de Durão Barroso para Bruxelas), perante a iminente, esperada e mais que evidente renúncia do nosso Primeiro Ministro.

É impensável em qualquer país democrático, que os gestores da PT nomeados pelo governo Sócrates, utilizem dinheiros públicos, para engendrarem planos maquiavélicos nos sentido de silenciarem a imprensa livre e constituírem grupos de comunicação social completamente controlados pelo Governo Sócrates. O próprio Granadeiro assumiu que “o corno é sempre o último a saber”.

É escandaloso que num dito “estado de direito” os “segredo de justiça” sejam divulgados na comunicação social e com total impunidade. E ainda bem que foram divulgados. Assim ficámos todos a saber como funciona o sistema judicial português e a promiscuidade existente entre entre os poderes político e judicial.

Já há quem apelide esta “sucessão de casos” como uma tentativa de berlusconização da comunicação social. Mas o Berlusconi já era detentor do seu o império de comunicação social antes de vir para a política.

Eu chamar-lhe-ia uma Venezuelização da imprensa. Tal como Hugo Chavez, José Sócrates & sus muchachos, tentam através do uso do poder, silenciar todas as vozes incómodas e, desta forma, instituírem em Portugal uma máfia sem paralelo, um clima de terror mefistofélico, cuja única forma de o evitar, passaria ou pela a reactivação do Tarrafal ou mais simples, ou pela aplicação dos 800 kg de explosivos apreendidos em Óbidos ao alegado comando da ETA, em prol da salvação da nação.

Tal como diz o Alberto João: a culpa não é só dos políticos, é também desta gentinha que votou neles.

Mas o povinho (burro, coitado) ainda continua a dizer: José Socrates?, esse é que é um bom político, olhem como tem resposta para tudo? Acusam-no de tanta coisa, mas não provam nada.
Pois bem, o resultado está à vista. Olhem para o estado da Nação. Acordem antes que seja tarde, levantem-se que já não é cedo….

Não é por ser Carnaval, mas desta vez caiu-lhe a máscara.
E o homem FODEU-SE mesmo!!

06 julho, 2009

Uma espécie de "Maddof Tuga"?

Eu daria um nome bem pimba, é o que a nossa justiça merece, algo do género“Maddof Tuga” Continuando a nossa saga, de notícias ligadas a presumíveis inocentes e à ausência de tráfico de influências até prova em contrário:
Ao que parece a carreira politica chegava ao fim, e eram necessárias algumas qualificações... até tirou a pós graduação, antes da graduação!
Como se sabe o Névoa recebeu uma ridícula condenação de 5.000 euros por corrupção, no Tribunal de Lisboa, apesar de oferecer 200.000 euros, ter ficado provado, e existirem gravações.
Então reparem agora na notícia:
O corruptor, colocou um processo por difamação, mas agora em Braga, a jogar em casa, já colocou Sá Fernandes como arguido. Vamos lá ver o resultado deste jogo.
Aqui fica outra fonte sobre o mesmo assunto. Ver página 70 de 84.
E ainda chamam a esta paródia de Justiça.
por: Carlos Santos

03 fevereiro, 2008

Sócrates no país do Chico-Esperto

Nestes últimos dias, a imprensa nacional voltou a estar ao rubro com mais algumas trapalhadas e ilegalidades associadas ao nosso Primeiro Ministro José Sócrates, o que não é de admirar.
Para uns, isto não constitui qualquer tipo de novidade, uma vez que deste senhor, já é de esperar tudo ou quase tudo. Para outros, ou seja, para aqueles que ainda acreditam no inacreditável, trata-se de uma campanha orquestrada por um grande grupo económico contra o bom(?) nome do José Sócrates. Cá está a vitimização como via para a salvação.
Na minha maneira de ver as coisas, um político tem que ser antes de tudo, um exemplo para a sociedade civil, seja como simples cidadão, seja como profissional.
De José Sócrates, o que é que lhe conhecemos como cidadão? Pertence à geração dos chamados “profissionais da política”, que levam a vida a debitar discursos e falam de tudo como se fossem autênticos especialistas nas mais diversas matérias. Na realidade, nesta classe política (e por incrível que pareça) começa a imperar o analfabetismo funcional e exemplos não faltam.
De José Sócrates, o que é que lhe conhecemos como profissional?
1 - O exercício da profissão de engenheiro técnico civil, rico de actos eticamente reprováveis, profissionalmente inaceitáveis e reprovados pela própria Associação Nacional de Engenheiros Técnicos.
2 – Um percurso académico conducente ao grau de Licenciado, nada claro e feito numa Universidade conhecida por hipermercado de diplomas. Pelo que se consta, até o Armando Vara lá foi buscar o seu. Normalmente, estes indivíduos são fruto da política da subserviência cultivada nas juventudes partidárias. Tiram um curso de forma pouco transparente, vão estagiar para o gabinete do Sr. Ministro, são promovidos a chefes-de-gabinete, e lá vão subindo até chegarem a deputados, secretários de estado, ministros e por aí fora.

4 - Uma passagem pelo parlamento em regime de dedicação exclusiva (declaração de honra), mas que na realidade também havia declarado (sob compromisso de honra), que no mesmo período trabalhava no sector privado. Assim, lá "beneficiou" dos respectivos complementos salariais pelo seu (falso) regime de exclusividade. As leis não são para cumprir, a regra é contonrá-las.
3 – Uma forma de governar do tipo Frei Tomás, que, na realidade é mais do tipo “Chico-esperto”, com um passado (i)maculado, um profundo (des)conhecedor de todos os dossiers de política governativa. Até de economia, agricultura, educação, etc., ele dá a entender que percebe. Na realidade, ele é um produto de marketing da sociedade do consumo imediato, do tipo “mastiga e deita fora”.


Será este o rumo a seguir? Os portugueses estão preocupados e fartos de palhaçadas e outro tipo de trapalhadas. Foram-nos pedidos esforços em nome da coesão social, do equilíbrio das finanças públicas, rétété e rétété….etc, etc. Qual foi o resultado? ZERO.
Nos dias de hoje, fazer política parece resumir-se à desacreditação da oposição, ao show off mediático e ao recurso ao marketing político que parece transformar o maior "Burro" numa espécie de governante modelo que tudo “vai resolver”.
Até Mesquita Machado parece alinhar pelo mesmo diapasão. Nas reuniões de Câmara, nada sabe sobre os projectos para Braga. Mas, no final das mesmas, promove conferências de imprensa com pompa e circunstância, para anunciar ao jornalistas (e em primeira mão), o que minutos antes desconhecia perante os vereadores da oposição.
Em reacção a este modo de fazer política, o Prsidente da República tem manifestado preocupação crescente com os casos de corrupção, o bastonário da Ordem dos Advogados, denuncia corrupção, o povo portugês só vê corrupção, a imprensa denuncia a corrupção. Mas afinal para onde vamos? O que andam a fazer as polícias e os tribunais? De que forma se acautelam os bens do estado? Na realidade, reconheço que temos uma justiça muito dura para os pobres e outra demasiado branda para os ricos.

Na edição de ontem (dia 2) do Expresso, o director do Observatório de Segurança (General Garcia Leandro) manifestava a este semanário tais preocupações, indo mesmo mais longe "a sociedade civil está farta deste tipo de fazer política, Portugal está em risco de explosão social. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não aguentam mais o que se passa".

Assim, faz todo o sentido denuncia publicamente toda podridão associada a este tipo de indivíduos, sejam eles Primeiros-ministros, Ministros, chefes de divisão, tarefeiros, etc, etc. A seriedade e a responsabilidade pessoal e profissional tem que existir não só durante as campanhas eleitorais. Nunca vi um político desonesto que, de um momento para o outro passou a ser honesto. Mas o contrário acontece normalmente.