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11 setembro, 2009

Tributo a "Porto Maia"

Porto Maia (1923-2008)
Faz hoje um ano que o Mestre Porto Maia nos deixou. Pintor do povo e da ruralidade (como é retratado na edição de hoje do DM), amigo do seu amigo, um artista bracarense, que, por parte do poder instituido nunca foi merecedor de um menor gesto de gratidão.
Das várias homenagens que lhe foram feitas em vida, nunca a CMBraga marcou presença, apesar dos diversos convites endereçados.
O seu nome é recordado a par de outros artistas bracarenses: Zeferino Couto, Abel Mendes, José Veiga e Victor Veiga.
Nos seus últimos anos de vida, o mestre Porto Maia, dedicou o seu tempo ao ensino da pintura, onde, na delegação de Braga da INATEL, leccionou durante muitos anos e, no dia da sua morte, os seus alunos decidiram prestar-lhe a mais que merecida homenagem, ao fundarem a "Escola Porto Maia", sediada na Junta de Freguesia de Fraião..
O Homem, o Artista, o Cidadão
Quatro anos antes de falecer, confidenciou ao Diário do Minho, que gostava de ver a sua obra mais divulgada em Braga e apontava o dedo à Câmara de Braga por não incentivar os artistas da cidade. "Os artistas são poucos e precisávamos de estímulo. Sou mais conhecido no Rio de Janeiro do que aqui", lamentava.
Trabalho distinguido entre 10.000 obras, pela Faculdade de Belas Artes de Paris em 1972, sendo considerada uma das cinquenta melhres obras a concurso.
Sempre retratou as figuras típicas da sua terra (S. Jerónimo de Real) que sempre amou.


O Pintor de Intervenção: Quando as palavras não eram permitidas, as imagens falavam. No lugar do Judas pressente-se algo...olhe que não, olhe que não....

O pintor preocupado com os destinos da cidade. Até Cristo olhava atentatmente.


Cristo preocupado com a promiscuidade entre o clero bracarense e o poder poder político


O poder do clero (leia-se cónego Melo) reunido no cimo da colina


A 11 de Setembro de 2008, esta obra ficou inacabada

As personagens parecem ter vida, pressentindo um fim que se avizinha.....

Numa época em que se avizinha uma (pseudo) bienal de arte marcada à partida pelo fracasso (já reconhecido publicamente pela CMB), demonstrando em parte o ostracismo a que a cultura foi votada por parte da actual CMBraga, eis que um grupo de dedicados alunos da "Escola Porto Maia", teima em manter viva a memória do Mestre. Para estes dedicados alunos, Porto Maia continua continuará sempre presente.
Prova desta dedicação, é a mostra de pintura, intitulada "Sementes" que está patente ao público na Fundação Vieira Gomes em Real, até ao próximo Domingo, dia 13.

Para saber mais sobre Porto Maia, clique aqui