29 novembro, 2010

25 novembro, 2010

Profissão: "boy" - JN

Profissão: "boy" - JN

É uma história de proveito e exemplo e todos os pais a deveriam ler à noite aos filhos para que eles possam aprender que, ao contrário do que professores antiquados ainda ensinam na escola, não é com estudo e trabalho, ou com mérito, que se vai longe na vida.

Pedro era um petiz de palmo e meio e frequentava o ensino secundário. Vivia com o pai, funcionário do PS, numa casa da Câmara de Lisboa pagando 48 euros de renda. Cedo percebeu que, se tirasse um curso superior, decerto acabaria como caixa de supermercado e, miúdo esperto, rapidamente deixou as aulas e se tornou, como o pai, funcionário partidário. Estava lançado na vida. Algum tempo depois rescindiu o contrato e, assim desempregado "por motivo de reestruturação, viabilização ou recuperação da empresa [o PS], quer por a empresa se encontrar em situação económica difícil", obteve do IEFP 40 mil euros de subsídios para a criação da sua própria empresa - que nem precisou de ter actividade - e do seu próprio posto de trabalho. Meteu os subsídios ao bolso e arranjou "o seu próprio posto de trabalho" na Câmara de Lisboa a ganhar 3950 euros por mês como assessor político (o que quer que isso seja) de uma vereadora do PS.

O "Público", que traz a história do jovem Pedro, hoje com 26 anos e um grande futuro político pela frente, sugere que ela é ilegal e imoral. Deixará de ser quando quem faz as leis fizer também a moral. Não tardará muito.

21 novembro, 2010

Movimento contra curva da circular de Braga (Feira-Nova)

Os acidentes são tantos que já está em curso a constituição de uma associação dos automobilistas que sofreram acidentes na denominada curva do Feira Nova. O seu primeiro objectivo será avançar com uma acção em tribunal.

Braga- As autoridades não têm quantificados os acidentes (ou não revelam) que ocorrem na denominada curva do Feira Nova, avenida Padre Júlio Fragata, circular de Braga, mas os moradores dos prédios circundantes dizem que, em dias de chuva, chegam a ultrapassar as duas dezenas. Uma aluna da Universidade do Minho venceu um prémio, no âmbito da Prevenção Rodoviária, incidindo a sua investigação neste "ponto negro", que é a curva mais perigosa de Braga e descobriu que as causas para tão grande número de sinistros estão identificadas, mas tardam a ser aplicadas medidas que solucionem o problema.

"Uma das principais causas para os sinistros, muito apontada pelos responsáveis entrevistados e constatada no estudo observacional, é o excesso de velocidade a que os automobilistas circulam. Das medidas apontadas pelos entrevistados e das que nos parecem mais eficazes para controlar o problema dos acidentes na zona, destacamos a colocação de radares de controlo de velocidade em toda a avenida, como forma de impedir o excesso de velocidade que é a grande causa dos acidentes (sobretudo os mais graves) naquela e noutras zonas do país", lê-se nas conclusões do estudo de Maria Adriana Carvalho.

Só que a grande parte dos condutores acidentados naquela curva garante que a velocidade não foi a causa fundamental do acidente. "A minha mulher vinha a 50 quilómetros/hora. A curva apresenta uma inclinação normal, até certa altura, em que fica, subitamente, ao contrário. Quando chove mais forma-se um lençol e para ali são arrastados detritos, óleo e folhas que provocam os despistes", afirma José Gonçalves, um dos impulsionadores da constituição do movimento. "Os cidadãos deviam mover-se e cortar a estrada, porque aquilo é uma aberração. Se não fizermos nada vai morrer ali alguém. As autoridades não fazem nada", resume este bracarense que viu a mulher despistar-se no local, seguindo-se o capotamento do carro em que seguia. Pelas razões que alega, José Gonçalves pretende avançar com uma acção em tribunal. Também Nuno Matias revelava descontentamento, após ter embatido num suporte de um pórtico, em aresta viva, que existe no sentido descendente.

Aquando da elaboração do estudo, a aluna Maria Adriana Carvalho, do mestrado em Educação para a Saúde, da UMinho detectou "a deficiente construção da curva (inclinação contrária e muito fechada); "A curva tem "um ligeiro defeito, é muito apertada e (simultaneamente) propícia a altas velocidades, o que provoca acidentes; O piso escorregadio, supostamente devido à acumulação de combustível proveniente do abastecimento dos carros junto a uma bomba de gasolina próxima".

PEDRO VILA-CHÃ - in: JN

Um País de BANANAS governado por SACANAS

O Portugal de hoje cada vez mais se assemelha ao de há um século e meio atrás quando o rei D. Carlos afirmou “isto é um país de bananas governado por sacanas”.
El Rei D. Carlos tinha certamente razão quando então fez tal análise! O que ele não previu é que sua célebre frase perduraria por mais de um século e continua manifestamente actual ...
Por um lado, tem de reconhecer-se que o essencial do poder é procurar manter-se a todo o custo, onde (“os sacanas”) «não governam mas se governam», enquanto o resto dos portugueses que os legitimam através de eleições embora pensem isso mesmo mostram-se desinteressados em ajudar o país tirando as mordomias a estes “lordes de Portugal”, que não são exemplo nenhum para ninguém.
Quem é responsável pelo Estado da Nação de hoje e ao estado a que chegamos? Somos todos nós (os “bananas”) incapazes de nos revoltar contra este estado de coisas !
Por volta de 1910, Fialho de Almeida resumia assim o que ia na alma das classes cultas portuguesas acerca do resto da população “A turba acéfala, alternadamente feroz e sentimental (tarada em todo o caso), que em Portugal faz as vezes de povo, é uma força de inércia sem a menor consciência de si própria, e que no estado de bestialidade africana em que jaz, tão cedo pode ter papel na marcha do país”
Nada mais actual !
CA

20 novembro, 2010

Plantar couves como forma de protesto

Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.
Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S.Bento.
Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...
Vale a pena ver as imagens. É ainda curto, mas é um sinal de que o povo está aí, já se ouvem ao longe os tambores... um dia a paciência acaba...
Este caso não é inédito: há um bom par de anos, um bracarense cidadão de Frossos, proprietário de uma loja de móveis, utilizou a mesma forma de protesto, plantando couves na berma da estrada nacional 201.
Quais as semelhanças entre estes dois casos?
- as couves, claro
- e o partido socialista
com estes dois ingredientes, estão criadas todas as condições para se fazer um verdadeiro "cozinhado" à portuguesa.

11 novembro, 2010

Variante Novo Hospital e Variante à EN103, Estradas de Portugal ao contrário do afirmado apenas confirmou o traçado inicial que invade as Sete Fontes!


Após muita cerimónia e esperança, com o anunciado desvio do traçado da Variante à N103 pela “Estradas de Portugal” (EP), que começaria numa rotunda, eis que é anunciado o inicio da obra.

Em consulta no DRE, podemos verificar que o traçado é exactamente igual ao inicialmente proposto pela CMB, não sofreu qualquer desvio, sendo que nesta fase inicial vai apenas ser construído um troço de 700 metros, dos mais de 4100 metros previstos, apenas o troço da “Circular” até ao Nó do Hospital.
Como pode ser conferido no mapa publicado em diário da republica, com a área de intervenção agora iniciada assinalada em cinzento escuro.
http://dre.pt/pdf2sdip/2010/10/201000000/5100351004.pdf
A única alteração que é possível observar é a redução da capacidade do”Nó do Hospital” onde foram retiradas várias faixas de rodagem, e onde a Variante deixou de ser em perfil 2x2 para ser em 1x1. O restante traçado da Variante que invade a área de protecção continua presente no mapa publicado, também sem qualquer alteração.

Com a destruição por parte da EP da única possibilidade de desvio efectivo da Variante à EN103, em direcção à Quinta da Armada a Sudeste do Hospital, acabou-se desta forma por esgotar a última possibilidade de construir em simultâneo a Variante à EN103 e a Variante para o Novo Hospital, sem invadir as Sete Fontes. A utilidade que seria desviar todo o tráfego nos sentidos Braga<->Interior do Minho deixou de ser possível, e todo esse tráfego regional continuará a confluir para o “Nó das piscinas”, deixando de existir também o acesso directo ao Hospital, para quem vem dos municípios mais interiores e que fazem parte da área de influencia do Hospital.

Sendo assim e pressupondo que não existirão vias a invadir a área protegida das Sete Fontes, não se compreende porque não foi utilizada a via do “Retail” com consequente requalificação desta para acesso ao Hospital.
Basta consultar o projecto do Parque Urbano das Sete Fontes publicado pela CMB e o publicado agora em DRE para se confirmar o que aqui é dito.
http://i245.photobucket.com/albums/gg64/karlussantus/SeteFontesProjectoinicial.jpg
http://i245.photobucket.com/albums/gg64/karlussantus/SeteFontesDRE.jpg

Em suma, neste momento existem duas vias incompletas, sobredimensionadas e sem qualquer sentido, que aguardam provavelmente um esmorecimento da atenção da sociedade civil para verem os seus traçados completos.
Será portanto de exigir às entidades responsáveis o esclarecimento de como o actual problema criado será resolvido, e consequente publicação dos traçados alternativos destas duas vias, sem invadirem em 2 pontos distintos a zona de protecção das Sete Fontes.

Grato pela atenção dispensada
Carlos Santos

Conhece casos de corrupção? Escreva aqui

PGR disponibiliza página na Internet para apresentação de denúncias

A Procuradoria-Geral da República (PGR) disponibilizou a partir desta quarta-feira no seu "site" na Internet uma página para a denúncia de actos de corrupção e fraudes, podendo o autor da comunicação manter o anonimato, escreve a Lusa.

As denúncias, que serão tratadas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), podem ocorrer no âmbito das actividades de entidades ou serviços públicos, do sector privado, do comércio internacional e da actividade desportiva.

«A corrupção é uma ameaça à estabilidade e segurança das sociedades, na medida em que mina as instituições e os valores da democracia, os valores éticos e a Justiça e na medida em que compromete o desenvolvimento sustentável e o Estado de direito», lê-se no site

O DCIAP dá exemplos de indicadores de corrupção e fraude, como «percentagens de comissão anormalmente altas», «reuniões privadas com agentes públicos que tenham a seu cargo a negociação dos contratos ou com empresas interessadas nesses contratos» e «presentes ou dádivas não justificadas», por exemplo.

O autor da denúncia terá obrigatoriamente de indicar o sector de atividade em que ocorreram os factos, descrevê-los com o maior detalhe possível, revelar as datas, identificar os suspeitos e as empresas e indicar como teve conhecimento.

É, no entanto, facultativa por parte do autor da denúncia a indicação do valor aproximado das quantias envolvidas ou a entrega de documentos que possam comprovar as suspeitas, bem como assumir a sua identidade.

«Todos aqueles que se sentiram directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que dispõem de informação privilegiada são convidados a utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação», apela o DCIAP, liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Ao autor da denúncia será ainda atribuída uma chave de acesso, para poder aceder à comunicação e tomar conhecimento da investigação.
Toca a Escrever, é um acto de cidadania