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15 fevereiro, 2011

Portugal, o país dos/das cábulas



ENSINO

por Marta F. Reis , Publicado em 11 de Fevereiro de 2011

Plagiam, forjam assinaturas e reciclam trabalhos. Estudo sobre integridade académica nas universidades revela doença crónica.
Plagiam, forjam assinaturas e reciclam trabalhos. Estudo sobre integridade académica nas universidades revela doença crónica.

NOTA: No entanto, há outros tipos que não precisam copiar: recebem os testes por “fax”…

23 julho, 2009

Sócrates e a tempestade perfeita

"Pela primeira vez, o «dinossauro» Mesquita treme: após uma investigação da PJ que colocou ao relento alguns laços e promiscuidades em torno do autarca. Ricardo Rio surge a cavalgar os quatro anos de oposição cerrada. Cheira a fim de regime em Braga?"

Fonte: Revista Visão (23/07/2009)

E a tempestade parece rumar em direcção a Braga. Mas poderá perder toda a força, se um centro de altas pressões se instalar (como é de esperar) entre a Rua da Escola Politécnica e o Largo do Rato.....e então, para não variar....."a Leste nada de novo".

27 fevereiro, 2008

Portugal: uma pescadinha de rabo na boca


Este texto de Guerra Junqueiro, foi escrito em 1896
há coisas que pouco ou nada mudam... "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz desacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento»