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09 junho, 2009

Tribunal da relação anula negociata de contornos "mafiosos"

Um ano após a Vara Mista do Tribunal Cível de Braga ter julgado improcedente a acção interposta pelo Colégio de São Caetano contra quatro imobiliárias da cidade, considerando válidos os contratos-promessa de venda de terrenos celebrados entre as partes, eis que o Tribunal da Relação anula os negócios entre colégio e construtoras.

O Tribunal da Relação de Guimarães sentenciou a nulidade dos negócios realizados entre três imobiliárias de Braga e o Colégio dos Órfãos de S. Caetano, dando razão à instituição de solidariedade social...
O acórdão da Relação deixa claro que o principal argumento invocado pela actual direcção do colégio bracarense para anular os negócios – a falta de autorização da Santa Sé, em virtude dos elevados valores envolvidos – não pode deixar de ser reconhecido como válido. (DMinho, 09 Jun, 09)

O caso prende-se com a venda de uma parte da Quinta da Madre de Deus, conhecida por Quinta dos Órfãos de S. Caetano, efectuada em 2005, pela direcção do Colégio - representada pelo cónego Veloso e com o aval do então vigário-geral da Arquidiocese, cónego Eduardo Melo, às empresas Britalar, Imogreen, MinhoInveste e Alves & Araújo.Dois negócios ruinosos para uma instituição de solidariedade social beneficiam quatro empresas de construção civil de Braga.
É a grande conclusão a reter das decisões judiciais que condenam o Colégio de S. Caetano a consumar as negociações arquitectadas por um advogado de Braga com interesses directos em duas das empresas que ganham com as negociações. O buraco em que caiu a instituição só não foi maior, porque um terceiro negócio que envolvia uma quinta do presidente da Câmara de Braga foi travado a tempo. (In: Expresso on line, 30 de Maio de 2008).
O presidente da Câmara Municipal de Braga começou por negar ter qualquer "interesse particular" no processo de loteamento da Quinta da Madre de Deus, que deu origem a um litígio judicial entre um organismo da Igreja e quatro promotoras imobiliárias (Lusa, 28 de Maio de 2008).
De acordo com a Edição de 16 de Junho de 2008 do Diário do Minho, a empresa de construção Eurolímpica, reclamou em ofício assinado pelo gerente e enviado à Direcção do Colégio, a 17 de Outubro de 2001, o direito de negociar a prometida troca de lotes da quinta da Madre de Deus, pela Sociedade Agrícola “Quinta de Salgueiró”, do qual consta o seguinte: “Por contrato promessa, adquiri a totalidade do capital social da Quinta de Salgueiró ao Senhor Engenheiro Mesquita Machado”. Esta transacção, fez-se como é natural, um estudo económico (em 2002) que avaliou a Quinta de Salgueiró para inclusão nos negócios com o “Colégio dos Órfãos”: para fundamentar o valor da avaliação atribuído à quinta, os avaliadores acabam por também eles comprometerem o presidente da Câmara: «Sabemos que a produção agrícola é bastante superior à que tem vindo a ser declarada», afirmam os avaliadores, sustentando que «o resultado evidenciado não deve ser levado em conta»……Afinal como é? Fuga ao Fisco Ó Chico Esperto????

Segundo a mesma fonte: Mesquita Machado reconhece que a Quinta de Salgueiró chegou a ser falada para entrar nos negócios da Quinta da Madre de Deus. Vergonhoso meus senhores.!!!!
E o povo lá vai dizendo com satisfação e orgulho:
"Os nossos, roubam mas fazem, nunca se provou nada nos tribunais..."
Tudo gente séria. "Tá porreiro pá".

16 junho, 2008

O regresso do Pinóquio

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Na cidade dos arcebispos, as três pessoas da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, foram substituídas pela trilogia Igreja, Poder e Betão.

Notícia publicada na edição de hoje do Diário do Minho, dá conta de que Mesquita Machado não está inocente na “negociata” da Quinta dos Órfãos de São Caetano. Antes pelo contrário.


Em finais de Maio, MM negava perante a imprensa tudo o que ficou provado em tribunal. Por sua vez, desafiava toda a gente a provar o que ficou provado em tribunal.

Recorrendo a alguns excertos do post de 30 de Maio e a outros da edição de hoje do Diário do Minho (DN) relativos a novos desenvolvimentos, lá se vai montando o puzzle, peça a peça ou desmontando enigma, como queiram...


O caso prende-se com a venda de uma parte da Quinta da Madre de Deus, conhecida por Quinta dos Órfãos de S. Caetano, efectuada em 2005, pela direcção do Colégio - representada pelo cónego Veloso e com o aval do então vigário-geral da Arquidiocese, cónego Eduardo Melo, às empresas Britalar, Imogreen, MinhoInveste e Alves & Araújo.

Dois negócios ruinosos para uma instituição de solidariedade social beneficiam quatro empresas de construção civil de Braga. É a grande conclusão a reter das decisões judiciais que condenam o Colégio de S. Caetano a consumar as negociações arquitectadas por um advogado de Braga com interesses directos em duas das empresas que ganham com as negociações. O buraco em que caiu a instituição só não foi maior, porque um terceiro negócio que envolvia uma quinta do presidente da Câmara de Braga foi travado a tempo. (In: Expresso on line, 30 de Maio)

O presidente da Câmara Municipal de Braga negou hoje ter qualquer "interesse particular" no processo de loteamento da Quinta da Madre de Deus, que deu origem a um litígio judicial entre um organismo da Igreja e quatro promotoras imobiliárias (Lusa, 28 de Maio).

De acordo com a Edição de hoje do Diário do Minho, a empresa de construção Eurolímpica, reclamou em ofício assinado pelo gerente e enviado à Direcção do Colégio, a 17 de Outubro de 2001, o direito de negociar a prometida troca de lotes da quinta da Madre de Deus, pela Sociedade Agrícola “Quinta de Salgueiró”, do qual consta o seguinte: “Por contrato promessa, adquiri a totalidade do capital social da Quinta de Salgueiró ao Senhor Engenheiro Mesquita Machado”.


Segundo o DM de hoje, para esta transacção, fez-se como é natural, um estudo económico (em 2002) que avaliou a Quinta de Salgueiró para inclusão nos negócios com o “Colégio dos Órfãos”: para fundamentar o valor da avaliação atribuído à quinta, os avaliadores acabam por também eles comprometerem o presidente da Câmara: «Sabemos que a produção agrícola é bastante superior à que tem vindo a ser declarada», afirmam os avaliadores, sustentando que «o resultado evidenciado não deve ser levado em conta»……Afinal como é? Fuga ao Fisco????

Segundo a mesma fonte: Mesquita Machado reconhece que a Quinta de Salgueiró chegou a ser falada para entrar nos negócios da Quinta da Madre de Deus.


Desta vez, Mesquita Machado não aludiu aos famosos esqueletos guardados em armários velhos. Eu bem avisei no post de 30 de Maio: Sr. Predidente: OLHE QUE AINDA EXISTEM MUITOS ARMÁRIOS REPLETOS DE ESQUELETOS......PREPARE-SE PARA TIRAR MAIS UM COELHO DA CARTOLA. MAS TENHA CUIDADO, PORQUE PODEM HAVER MAIS ESQUELETOS NOS ARMÁRIOS, DO QUE COELHOS NA CARTOLA...

Em Finais de Maio, Mesquita Machado havia informado os jornalistas de que já tinha esclarecido tudo sobre este assunto. Afinal MENTIU e acredito que ainda haja muito mais para esclarecer. Será isto a ponta de um iceberg que nem o aquecimento global consegue derreter? Irá a procissão ainda no adro?


Os armários de esqueletos começam a abrir-se. A verdade é como o azeito e é bem mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.