
Após um interregno de 33 anos na transição para a democracia, os bracarenses voltam a acreditar para que as conquistas de Abril vão chegar finalmente ao seu concelho.
Foi precisamente no museu erigido em honra do insigne arcebispo D. Diogo de Sousa (1505-1532) a quem se ficaram a dever importantes medidas de remodelação urbanística em Braga, que Ricardo Rio apresentou no passado Sábado (dia 20), a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Braga, perante uma plateia de cerca de um milhar de pessoas, que nem o calor (35 ºC) as fez arredar pé.
Mas a principal e bem acolhida novidade, foi a escolha do Professor Doutor Miguel Bandeira, um dos principais rostos da defesa do património histórico bracarense, para mandatário desta candidatura.
A candidatura de Ricardo Rio, começa a ser vista como supra-partidária, na qual os bracarenses dos vários sectores da sociedade civil começam a acreditar.
Os bracarenses estão fartos do compadrio, da corrupção e da inércia imprimida pelo actual elenco socialista, liderado por Mesquita Machado.
É certo que Braga cresceu, mas não se desenvolveu. É preciso devolver Braga aos bracarenses, é preciso recuperar a qualidade de vida perdida, é preciso devolver a credibilidade à Câmara Municipal de Braga.
Infelizmente, ainda se houve dizer:
- “ele rouba mas faz”;
- “ele é esperto que nem o tribunal consegue provar o que todos vemos com os nossos olhos (mas também nunca o declarou inocente)”;
- “se se provar algo, ele não tem nada em seu nome (um homem sério não faz coisas destas”;
- “eles são todos iguais, querem é ir para lá mamar como estes”;
- “estes já não roubam mais, é melhor deixá-los lá estar”;
- “se ele perder, lá se vai o meu emprego na TUB, o da minha mulher na CMB, dos meus 3 filhos na AGERE, etc, etc”;
Infelizmente, este é o discurso que grassa por essas aldeias fora, discurso este alimentado por quem está petrificado no poder. Apoiar este tipo de discurso, é dar cobertura à felgueirização da política, é legitimar corrupção institucionalizada, é hipotecar as gerações futuras.
Apesar do tempo perdido (33 anos), acreditamos que ainda é possível salvar o pouco que nos resta.