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07 dezembro, 2011

Teatro Romano abandonado: o desprezo pelo Património

com esta Troika, não há cultura que resista. Bibó Betão!!!

Do amigo Cardoso, eminente arcebispo do nosso (e único) forum bracarense

O Teatro Romano de Braga é o único conhecido no Noroeste peninsular e o segundo conhecido no território nacional. Trata-se de uma construção do século II, com 69 metros de diâmetro. Supõe-se que possuía um pórtico de 3 metros de largura. Um pormenor curioso revelado por Manuel Martins: o anfiteatro possuía, entre o espaço cénico e o da orquestra, um “adictus” destinado aos espectadores “vip”. Infelizmente o teatro terá sido abandonado no início do séc. IV e, pior que isso, parcialmente desmantelado para aproveitamento da pedra, talvez para a construção de uma muralha.
O monumento foi descoberto em 1999 e encontra-se presentemente abandonado, pala inacreditável razão de que se esgotaram as verbas destinadas aos trabalhos de investigação arqueológica, segundo afirma Manuela Martins, directora da Unidade de Arqueologia e principal responsável pelas escavações efectuadas entre 2004 e 2007.
A situação torna-se mais lamentável se compararmos com soluções encontradas nas cidades espanholas de Mérida e Saragoça, com monumentos idênticos. Manuela Martins afirma que em Mérida, por exemplo, espectáculos culturais realizados no anfiteatro romano acolhem anualmente dezenas de milhar de visitantes.
Mas o caso de Mérida consiste numa solução que seria, talvez, demasiado ambiciosa para a nossa cidade. Por isso se aponta o exemplo de Saragoça, em que o teatro foi protegido por uma cobertura transparente e acolhe iniciativas culturais, ficando perfeitamente integrado no espaço urbano. Mas para isso é preciso, em primeiro lugar, escavar…
Ao contrário do que muitos pensam, a paragem das escavações não se deve a dificuldades na exploração do terreno, uma vez que se trata de um espaço protegido. A única razão é mesmo a falta de financiamento! M. Martins afirmou que, mesmo assim, no verão passado a Unidade de Arqueologia conseguiu fazer uma intervenção a expensas próprias, com o intuito de prevenir determinados problemas, que não especificou.
Em resumo: temos mais do mesmo: há dinheiro para túneis, iluminações, etc mas para proteger o Património Histórico… nicles

19 novembro, 2011

A luta pela sucessão já começou

Ensaio para a "grande parada socialista" à maneira de "kim jog ilias" marca o início da luta pela sucessão....

Obrigada senhor engenheiro por ter disponibilizado autocarros para virmos até aqui.

07 outubro, 2009

Porque é que Mesquita Machado foge dos debates com os outros candidatos?

  • tem medo da confrontação directa?
  • tem medo dos holofotes dos estúdios?
  • tem medo dos microfones?
  • tem medo que o ouçam falar e argumentar?
  • tem medo da "democracia"?
  • sente o tapete a fugir-lhe dabaixo dos pés?
  • sente-se inibido perante os entrevistadores?
  • sei lá....

Não consigo entender a "ausência" de quem diz estar sempre presente.

12 julho, 2009

Inaugurações tipo "Fast-food"

Antigamente quando se inaugurava um campo de futebol, era motivo de festa na aldeia, o povo acorria ao campo de futebol, o presidente da Câmara cortava a fita, o padre benzia e, logo de seguida, havia lugar a um jogo entre equipas rivais, ou quanto mais não fosse, entre solteiros contra casados.

Afinal, o que mudou? Das duas, uma:
- Ou mudaram-se os tempos - o presidente da câmara, tem tantas inaugurações para fazer, que nem tempo tem para assistir a um jogo da bola.
- Ou Mudaram-se as vontades - os campos de futebol ainda não estão prontos para a prática da modalidade e por questões de agenda política, têm que ser inaugurados à pressa.
Pelos vistos, agora já não são necessários padres para benzer, nem jogos de futebol para marcarem a efeméride. Os heróis já não são os jogadores que dão espectáculo nem os dirigentes que mostram a obra feita, mas sim o Presidente da Câmara.
Vejam só a tristeza a que chegamos....

22 junho, 2009

Nas mãos de Pinto Monteiro


O Conselho Superior do Ministério Público sugere ao Procurador-Geral da República que reabra o inquérito ao presidente da Câmara Municipal de Braga.
A Antena 1 apurou que esta decisão foi tomada na reunião desta segunda-feira do órgão e que a decisão é justificada com a reavaliação de dados do processo em que Mesquita Machado era suspeito do crime de enriquecimento ilícito.
Pinto Monteiro deverá tomar uma decisão em breve, como explica a jornalista Lurdes Dias. Contactado pela Antena 1, Mesquita Machado recusou fazer qualquer comentário. (como é obvio, claro).
in: http://tv1.rtp.pt/noticias/ 2009-06-22 21:02:10


Aqui renasceu Braga


Após um interregno de 33 anos na transição para a democracia, os bracarenses voltam a acreditar para que as conquistas de Abril vão chegar finalmente ao seu concelho.

Foi precisamente no museu erigido em honra do insigne arcebispo D. Diogo de Sousa (1505-1532) a quem se ficaram a dever importantes medidas de remodelação urbanística em Braga, que Ricardo Rio apresentou no passado Sábado (dia 20), a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Braga, perante uma plateia de cerca de um milhar de pessoas, que nem o calor (35 ºC) as fez arredar pé.

Mas a principal e bem acolhida novidade, foi a escolha do Professor Doutor Miguel Bandeira, um dos principais rostos da defesa do património histórico bracarense, para mandatário desta candidatura.

A candidatura de Ricardo Rio, começa a ser vista como supra-partidária, na qual os bracarenses dos vários sectores da sociedade civil começam a acreditar.

Os bracarenses estão fartos do compadrio, da corrupção e da inércia imprimida pelo actual elenco socialista, liderado por Mesquita Machado.

É certo que Braga cresceu, mas não se desenvolveu. É preciso devolver Braga aos bracarenses, é preciso recuperar a qualidade de vida perdida, é preciso devolver a credibilidade à Câmara Municipal de Braga.

Infelizmente, ainda se houve dizer:
  • “ele rouba mas faz”;

  • “ele é esperto que nem o tribunal consegue provar o que todos vemos com os nossos olhos (mas também nunca o declarou inocente)”;

  • “se se provar algo, ele não tem nada em seu nome (um homem sério não faz coisas destas”;

  • “eles são todos iguais, querem é ir para lá mamar como estes”;

  • “estes já não roubam mais, é melhor deixá-los lá estar”;

  • “se ele perder, lá se vai o meu emprego na TUB, o da minha mulher na CMB, dos meus 3 filhos na AGERE, etc, etc”;

Infelizmente, este é o discurso que grassa por essas aldeias fora, discurso este alimentado por quem está petrificado no poder. Apoiar este tipo de discurso, é dar cobertura à felgueirização da política, é legitimar corrupção institucionalizada, é hipotecar as gerações futuras.

Apesar do tempo perdido (33 anos), acreditamos que ainda é possível salvar o pouco que nos resta.

04 junho, 2009

Será mesmo o fornecedor das bicicletas?

Câmara de Braga aprova protocolo com empresa fantasma

2.º JUÍZO DO TRIBUNAL DE COMÉRCIO DE VILA NOVA DE GAIA

Anúncio n.º 3323/2008
Processo: 228/07.2TYVNG
Insolvência pessoa colectiva (requerida)

Credor: Euroexótico — Importação e Exportação artigos Orientais, Lda.
Insolvente: El -Kamar — Restauração Unipessoal, Lda
Publicidade de sentença e notificação de interessados nos autos de Insolvência acima identificados

No Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, 2.º Juízo de Vila Nova de Gaia, no dia 10 -03 -2008, às 16:00 horas, foi proferida sentença de declaração de insolvência do(s) devedor(es):

El -Kamar — Restauração Unipessoal, Lda, pessoa colectiva n.º 506203964, com sede na Rua Quinta das Heras n.º 39 — Apt 163, 4400 Canidelo, com sede na morada indicada.
Para Administrador da Insolvência é nomeada a pessoa adiante identificada, indicando -se o respectivo domicílio.
António José Matos Loureiro, Endereço: Edificio Topázio, Sala 405, Rua Olivença, 3001 -601 Coimbra

São administradores do devedor:

Younes Aouidat,
BI — 16202760, Endereço: Rua Quinta das Heras, n.º 39, Apt. 163, Canidelo, 4400 -000 Vila Nova de Gaia, a quem é fixado domicílio na(s) morada(s) indicada(s).

Conforme sentença proferida nos autos, verifica -se que o património do devedor não é presumivelmente suficiente para satisfação das custas do processo e das dívidas previsíveis da massa insolvente, não estando essa satisfação por outra forma garantida.

Ficam notificados todos os interessados que podem, no prazo de 5 dias, requerer que a sentença seja complementada com as restantes menções do artigo 36.º do CIRE.

Da presente sentença pode ser interposto recurso, no prazo de 10 dias (artigo 42.º do CIRE), e ou deduzidos embargos, no prazo de 5 dias (artigo 40.º e 42 do CIRE).

Com a petição de embargos, devem ser oferecidos todos os meios de prova de que o embargante disponha, ficando obrigado a apresentar as testemunhas arroladas, cujo número não pode exceder os limites previstos no artigo 789.º do Código de Processo Civil (n.º 2 do artigo 25.º do CIRE).

Ficam ainda notificados que se declara aberto o incidente de qualificação da insolvência com carácter limitado, previsto no artigo 191.º do CIRE

Ficam ainda advertidos que os prazos só começam a correr finda a dilação dos éditos, 5 dias, e que esta se conta da publicação do anúncio. Os prazos são contínuos, não se suspendendo durante as férias judiciais (n.º 1 do artigo 9.º do CIRE).

Terminando o prazo em dia que os tribunais estiverem encerrados, transfere -se o seu termo para o primeiro dia útil seguinte.

11 de Março de 2008. — O Juiz de Direito, Paulo Fernando Dias
Silva. — O Oficial de Justiça, Teresa Jesus Cabral Correia.

03 junho, 2009

Sondagem

Perante uma derrota eleitoral, irá Mesquita Machado aceitar o lugar de Vereador da oposição?
Este foi o inquérito lançado pelo "Bracara Angustia" e que esteve disponível durante nove meses. Os respondentes foram 226 aos quais agradecendo desde já a prestimosa colaboração.

Afinal o home vai ou não às urnas?
O "Proto-Candidato" Mesquita Machado, afirmou adiantou que uma decisão deste órgão dirigente sobre a nome do candidato à autarquia será tomada ‘lá para meados da Primavera, princípios do Verão, quandos os passarinhos andarem a cantar’. A Primavera está no fim, o Verão quase a chegar, o nosso inquérito encerrado e o fumo branco teima em não saír.

No entanto, o Povo de Braga, já disse que não o queria ver mais à frente dos destinos do Município. Mas o poder é viciante.

Aguardemos pelo dia da inauguração do túnel.

PS: é necessário providenciar a encomenda de mais 20.560 plantas de amores-perfeitos, ou seja, gastar mais 15.600,00€ dos nossos impostos (quem será o felizardo com mais uma adjudicação directa?), para, no dia seguinte à inauguração, refazerem o novo jardim (vulgo Horta do Mesquita ou Horta da Liberdade), que certamente não irá ser poupado pelos foliões na noitada de de S. João.

30 maio, 2009

Pra não dizerem que pisei as flores....

Fui à feira dos romanos e reencontrei lá a versão Magalhães 1.0, onde aprendi a desenhar as primeiras letras.

(In: DM)

A Horta da Liberdade
Take 1
"Isto até parece um cemitério!"
Esta foi a forma que a velhota encontrou para definir o arranjo do topo norte da Avenida da Liberdade, em Braga. Seria crítica intencional ou mero desabafo? Vinda de onde veio – uma mulher simples, modesta, com o coração na boca – só pode ser mesmo um imenso desabafo em jeito de desconforto. (ler mais)
Take 2
Mesquita Machado receia que oposição não caiba no Teatro Circo e fique cá fora a pisar a horta?

O PSD de Braga acusa a administração do Teatro Circo e a Câmara de impedirem a utilização daquele espaço para uma convenção autarquica.Mesquita Machado diz que não há qualquer recusa em ceder o Teatro Circo para actividades partidárias desde que o número de pessoas não exceda a lotação da sala.(In: Antena Minho).

Vem, vamos embora, que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...



07 abril, 2009

Bracarenses querem Mesquita Machado fora da Câmara

Os bracarenses sentem-se envergonhados com a vinda a público das ligações perigosas de Mesquita Machado e sua entourage a casos de corrupção.
Um estudo divulgado hoje no Diário do Minho, revela que "A maioria absoluta dos eleitores de Braga não deseja a recandidatura do actual presidente da Câmara. Essa é uma das principais conclusões de uma sondagem elaborada pelo Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado para o Diário do Minho/Rádio Universitária do Minho.
Num eventual confronto de Ricardo Rio com Mesquita Machado,caso este se recandidate, a coligação "Juntos por Braga apresentam uma ligeira vantagem sobre o dinossauro, mas em que a margem de erro do estudo – 3,5 pontos percentuais – “engole” a vantagem da coligação sobre o PS.


Para quem há poucos dias fazia depender a sua candidatura da vontade do povo bracarense, eis que surgiu o principal sinal: OS BRACARENSES NÃO QUEREM VER MAIS MESQUITA MACHADO À FRENTE DOS DESTINOS DA AUTARQUIA!

Aqui está uma boa oportunidade para MM quebrar o tabu (se é que ele existe).

Ou será que esta decisão vai pesar em função de um possível estudo a divulgar pelo Correio do Minho?

Até as freguesias do meio rural alinham pelo mesmo diapasão.....

Sinais dos tempos..

10 março, 2009

Repensar Braga, é urgente!


Longe vão os tempos em que o projecto Bragatempo, conseguiu pôr os bracarenses a discutirem a sua cidade em conjunto com diversos especialistas ligados essencialmente ao urbanismo.

Foram precisos quase oito anos, para que a cidade se mobilizasse de novo em torno de uma causa: “o futuro das Sete-Fontes”.

ASPA, JovemCoop e Junta de freguesia de S. Victor, conseguiram mostrar ao país em geral e aos bracarenses em particular, que a política da sua cidade precisa de ser repensada.

A esta iniciativa, juntou-se a blogosfera bracarense, dela fazendo eco antes e após a sua realização. A própria imprensa regional através do "DM" não ignorou este gesto. Os bloggers, sejam eles atentos, incontornáveis e sempre polémicos, insiders e algo enigmáticos, serenos, irónicos e mordazes, irreverentes e incorrigíveis e pertinentes, mostraram-se determinados em colaborar na divulgação deste tipo de iniciativas e em apoiar os bracarenses a exigirem o melhor para a sua cidade.

O património herdado dos nossos antepassados, seja ele arquelológico, arquitectónico ou cultural, tem sido delapidado a olhos vistos pela Câmara presidida por Mesquita Machado, perante a passividade da maioria dos cidadãos.

No final da Marcha e apesar da disponibilização pela organização, de transporte para o regresso dos participantes, a grande maioria preferiu regressar a pé, ao longo do magnífico complexo Eco-monumental das Sete-Fontes. Muitos dos visitantes, estavam lá pela primeira vez e não faziam a mínima ideia da imponência e importância deste complexo classificado como Monumento Nacional, que se encontra abandonado, ameaçado e condenado à sua completa descaracterização ou mesmo destruição.

Hoje, qualquer cidade digna do seu nome, tem orgulho em mostrar e preservar o património herdado dos seus antepassados. Braga, pelo contrário, tem privilegiado as obras imponentes do regime (à boa maneira de Sadam Hussein, Mobutu Sese Seko, Kim Jong Il, entre outros ditadorezinhos), em detrimento da preservação e divulgação da sua cultura.

Com esta marcha, os bracarenses disseram “basta a esta política de gestão ruinosa do património”.
Foi um verdadeiro exercício de cidadania, de democracia participativa, um gesto que não pode esmorecer.
É preciso acordar, antes que seja tarde.

27 fevereiro, 2009

Ministério Público: Conselho Superior vai analisar notícias sobre arquivamento de inquérito a Mesquita Machado

Se um pai oferece 500€ a um filho, é uma doação e lá vem o fisco buscar o seu quinhão.
Se um empreiteiro oferece um cheque de 10000 (dez mil) € à filha do presidente, é uma prenda de casamento.
.
Lisboa, 27 Fev (Lusa) - As notícias sobre um inquérito recentemente arquivado ao presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, e a vereadores e técnicos da autarquia são analisadas segunda-feira pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).

Fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) precisou hoje à agência Lusa que um dos temas em apreciação na próxima reunião do CSMP está relacionado com as "notícias sobre o arquivamento do processo de inquérito na comarca de Braga" a Mesquita Machado, do PS, e a nove outros vereadores e técnicos superiores da autarquia, em Dezembro de 2008.

Segundo informações divulgadas na comunicação social, o inquérito (investigação) foi arquivado por "falta de provas" de enriquecimento ilegal.

A análise deste assunto surge depois de o PSD/Braga ter pedido que o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, esclareça e o CSMP apure em que circunstâncias se desenvolveu o inquérito ao autarca, que foi arquivado.
O documento, subscrito pelo presidente da Concelhia social-democrata, João Granja, pede ao MP que "esclareça o fundamento e as circunstâncias em que ocorreu o arquivamento do processo iniciado há cerca de oito anos, face às denúncias de indícios de enriquecimento ilícito do presidente da Câmara Municipal de Braga e de alguns dos seus familiares directos".

A posição do PSD surgiu após duas notícias do Correio da Manhã 14 e 15 de Fevereiro, sob o título "Autarca faz fortuna de milhões - Mesquita Machado, Presidente da Câmara Municipal de Braga" e "Mesquita Machado - Finanças e IGAT recusaram investigar".

Além desta questão, o CSMP vai ainda debater questões relacionadas com o novo Estatuto do MP, sobre o qual recaem dúvidas de constitucionalidade de algumas das normas, o projecto de regulamento de Inspecção do Ministério Público e o conceito de autonomia interna e externa desta magistratura.
CC/FC/LM.
Lusa/Fim
.
Antigamente dizia-se:
De barriga de mulher grávida e de cabeça de juiz, não se sabe o que de lá sai.
Hoje, toda a gente já tem como saber o que vai sair da barriga de mulher grávida.....
Quanto aos Juízes....que provem o contrário.

14 fevereiro, 2009

Mesquita Machado absolvido por "falta de provas" mas não por inocência....acusado de corrupção, fortuna colossal à vista de todos, mas não há provas..


Agora só lhe falta dizer:


- estou a ser vítima de uma tentativa de linchamento político!!!!


Foi ilibado por falta de provas: mas não significa que foi considerado inocente…

Mesquita Machado faz fortuna de milhões:

  • 34 contas movimentam o dobro dos ganhos declarados
  • empreiteiros deram prendas em cheques pré-datados

  • Família compra casas a pronto e gasta 2,5 milhões

  • Ministério Público arquiva por falta de provas.

Património em carros (em 2001) e casas.

Ana Maria (mulher).

  • Mora na rua de Bernardino Mahcado em Braga
  • 1 Outro prédio urbano em Braga.
  • Proprietária da Quinta de Salgueiró
  • 1 Renault Clio, 1999 (em nome sociedade agrícola)
  • 1 Merecedes Benz C250, 1998 (em nome sociedade agrícola)
  • 1 BMW 318 TDS, 1995 (em nome sociedade agrícola)

Cláudia (filha, nascida em 1970.

  • 1 casa em Braga
  • 1 casa em Quarteira.
  • 1 BMW 2-25I Cabriolet, 1995
  • 1 Mercedes Benz ML 270 CDI, 2000

Francisco Miguel (filho, nascido em 1973).

  • Faz a 1ª declaração de impostos em 1999 e declara 14500. No início do ano seguinte, compra o café Astória por 400 mil euros, para serem pagos em 10 anos.
  • 2 casas em Braga
  • 1 casa em Quarteira
  • 1 BMW 346L, 2000
  • 1 Opel Corsa C Van, 2001
  • 1 Mercedes Benz S320, 1999

Ana Catarina (filha, nascida em 1977).

  • Compra por 450 mil euros a farmácia Coelho, na Praça do Município.
  • Na compra da farmácia, Ana Catarina 150 mil euros a pronto.
  • Compra dois andaraes com lojas e águas-furtadas na mesma rua.
  • 1 escritório na rua Conselheiro Lobato em Braga

Este é o resultado de uma investigação dos jornalistas Liliana Rodrigues, Sérgio Pereira Cardoso e Tânia Laranjo, publicada na Edição de 14 de Fevereiro de 2009 do “Correio da Manhã” , a qual se transcreve de seguida.

Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga há 32 anos, tem uma considerável fortuna pessoal e o seu ‘olho’ para o negócio parece ter passado para a família. Cláudia, Francisco e Ana Catarina, agora com 38, 35 e 31 anos, apresentam níveis de vida faustosos, bastante superiores ao rendimento que declaravam.

A análise exaustiva às contas foi feita pela Polícia Judiciária do Porto, após denúncia do vereador do PP em finais de 1999, que levou a que fossem passadas a pente fino 10 anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas que o presidente da câmara, a mulher e os filhos titulavam foram depositados mais de dois milhões e meio de euros. De onde veio parte desse dinheiro é uma incógnita já que, todos somados, os rendimentos declarados pouco ultrapassaram o milhão e meio.

No entanto, até 1996, ano em que os filhos ainda não apresentavam declarações de rendimentos autonomamente, a família Mesquita Machado parecia viver de uma forma mais comedida. Mesquita auferiu rendimentos brutos nesse ano, de 60 mil euros, a mulher apenas 7500.

Pedro e Cláudia, casados em 1997 (o genro é administrador-delegado de uma empresa multimunicipal) vieram dar um novo desafogo à família. Em 1998, declararam mais do que o pai e a mãe de Cláudia.

É, no entanto, Francisco – após a compra do café Astória e do negócio da loja comparada à Bragaparques e posteriormente arrendada à Câmara – que catapulta a família Machado para outros voos. Logo no primeiro ano de rendimento, Francisco declara lucros de 300 mil euros.
As contas da família Machado mostram ainda vários depósitos em cheques, alguns de empreiteiros que trabalhavam no concelho
.

Inquiridos, todos os elementos da família deram explicações. Por exemplo, os dois cheques pré-datados de 10 mil euros entrados na conta de Cláudia e titulados por um dos donos da Bragaparques, Domingos Névoa, foram uma prenda de casamento; um cheque de 5 mil euros de Salvador, presidente do Braga, foi igualmente uma prenda de casamento; outros cheques serviam também para pagar dívidas que terceiros tinham contraído as que aqueles não guardavam documentos porque avançaram com o dinheiro em momentos difíceis da vida dos amigos.

As explicações para as transferências são as mais variadas. Pedro Machado diz, por exemplo, que transferia dinheiro para a conta do pai porque aquele lhe ficara a dever. E quando o fluxo é inverso devia-se ao facto de os pais precisarem, eles próprios, de ajuda económica.

Outra particularidade: embora não apresentasse rendimentos muito elevados, Mesquita Machado e a família sempre revelaram grandes cuidados com as poupanças. Antes de os filhos serem autónomos, o presidente da Câmara chegava a depositar 1/5 do que auferia em contas-poupança.

Mesmo assim um gosto especial é comum à família. São proprietários de boas viaturas (apenas Mesquita Machado não tem um único carro em seu nome) e donos de várias casas, em Braga e no Algarve. A PJ não conseguiu fazer o levantamento das embarcações por falta de resposta das capitanias.

Há anos que a fortuna de Mesquita Machado é alvo das mais diversas especulações. No entanto, a investigação nasce de uma entrevista de Miguel Brito, então vereador do CDS/PP na autarquia bracarense.

Em Setembro de 2000, um jornal regional publicou as declarações do vereador demissionário, que assumia a pasta das Actividades Económicas. Directamente, disse que muitos funcionários camarários apresentam sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os salários que auferiam. As insinuações estendiam-se a Mesquita Machado e deram origem a uma investigação da Polícia Judiciária do Porto.

Oito anos depois, em Novembro de 2008, após centenas de diligências e milhares de documentos reunidos, o procurador do Ministério Público de Braga, arquivou o processo, por entender que “não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção”.

No documento a que o CM teve acesso, redigido um mês após Domingos Névoa e Mesquita Machado terem prestado declarações na PJ de Braga, o magistrado José Lemos entende que não se retira “dos autos qualquer base probatória suficientemente consistente, susceptível de sustentar a dedução de acusação contra quem quer que seja”.

Mais: o despacho sublinha que “do confronto das declarações dos vários intervenientes inquiridos não resultam contradições relativamente à matéria analisada.

Contactado pelo CM, Mesquita Machado não quis prestar declarações.

Yo no lo creo en las bruja, pero que las hay, las hay...

Que a corrupção existe é um facto, e que justiça não chega aos grandes, também...

Uma absolvição em tribunal, nem sempre significa inocência dos arguidos. A absolvição por aplicação do princípio In dubio pro reum, acaba (quase) sempre por beneficiar os mafiosos, os crimonosos e os corruptos deste país.
Temos bastantes exemplos deste género na justiça portuguesa: FP-25 de Abril, Fax de Macau, UGT, Hemofílicos, Ministério da Saúde, Universidade Moderna, AquaParque, Casa Pia, Apito Dourado, Submarinos, Portucale, Operação Furacão, Caso Freeport, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, etc. etc. Tudo figuras públicas protegidas pelo tráfico de influências e ligadas principalmente aos sub-mundos da política e do futebol, mas com capacidade financeira bastante, para se rodearem dos advogados mais influentes da praça.


Quais foram os castigos?
- Regra geral, nos casos em que os processos não prescreveream, os arguidos foram absolvidos por falta de provas. Mas nunca algum político foi absolvido por inocência (há coisas fantásticas, não há?)


  • Coitados dos pobres, que quando roubam pão para darem de comer aos filhos, levam porrada da polícia e ainda são condenados. Na realidade, são condenados por terem falta de dinheiro.

  • Os grandes, roubam, roubam quanto podem, e ainda pedem indemnizações por difamação.... Puta que os pariu!!!!

Vergonhoso para a justiça portuguesa.